AP Photo/John Minchillo
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Imprensa chinesa critica Trump e destaca seu caráter ‘racista e extremista’

Artigo lembrou os atos violentos em Chicago, onde partidários e opositores do empresário se enfrentaram fisicamente, e advertiu para as consequências que virão caso ele seja eleito presidente dos EUA

O Estado de S. Paulo

14 de março de 2016 | 08h24

PEQUIM - A imprensa oficial chinesa publicou nesta segunda-feira, 14, um editorial muito crítico à ascensão do pré-candidato republicano Donald Trump na corrida à Casa Branca, destacando seu caráter "racista e extremista" e advertindo para graves consequências caso seja eleito presidente dos EUA.

"A ascensão de Trump abriu uma caixa de Pandora na sociedade americana", afirmou o editorial, publicado no Diário do Povo e no Global Times, porta-vozes do Partido Comunista da China.

"Os EUA deveriam tomar cuidado para não serem uma fonte de forças destrutivas contra a paz mundial, ao invés de apontarem o dedo a outros países por seu suposto nacionalismo e tirania", destacou o artigo de opinião, onde se ressalta a personalidade "narcisista e inflamatória" de Trump.

"Sua tarefa era inicialmente atuar como um palhaço para atrair a atenção dos eleitores para o Partido Republicano, mas, após derrotar outros candidatos promissores, o palhaço é agora uma revelação", acrescentou.

O editorial começa lembrando os violentos incidentes da sexta-feira em Chicago, quando partidários e opositores de Trump chegaram a enfrentar-se fisicamente, como símbolo dos atritos que as táticas do pré-candidato trouxeram à campanha.

"As brigas entre eleitores rivais são comuns em países em desenvolvimento durante épocas eleitorais, mas agora o 'espetáculo' também chegou aos EUA, que tem um dos sistemas democráticos mais maduros", alertou o editorial.

"A ascensão de um racista na areia dos EUA preocupa todo o mundo", ressaltou o artigo, lembrando que a imprensa ocidental já comparou Trump com personagens como Mussolini e Hitler, que também ganharam eleições. /EFE

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