Imprensa dos EUA defende revelação de programa secreto

A Associação de Diretores de Jornais dos EUA (ASNE) repudiou as críticas do governo às notícias que revelaram a existência de um programa secreto para espionar dados financeiros dos americanos na luta contra o terrorismo. O jornal The New York Times, seguido por Los Angeles Times e The Wall Street Journal, revelaram o programa na semana passada."O governo do presidente George W. Bush e alguns membros do Congresso estão ameaçando os alicerces da liberdade de imprensa e da liberdade de expressão em sua tentativa de atacar os jornais por cumprirem seu papel constitucional na sociedade democrática", afirmou a ASNE.Esta semana, a Câmara de Representantes declarou que as notícias publicadas "puseram em risco a vida dos americanos". A mensagem, apoiada pela maioria republicana e rejeitada pela minoria democrata, foi aprovada na quinta-feira por 227 votos a 183.Os principais críticos da revelação, entre eles o presidente Bush e o vice-presidente Dick Cheney, criticaram principalmente o jornal The New York Times, o primeiro a informar sobre escutas telefônicas sem autorização judicial. A Sociedade de Jornalistas Profissionais (SPJ), afirmou que a Câmara de Representantes tinha entrado "num terreno perigoso" ao aprovar a resolução."Existe uma linha muito tênue entre a condenação do governo à cobertura jornalística e a violação das garantias constitucionais da liberdade de expressão e a liberdade de imprensa", acrescentou.

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