David Guttenfelder/Reuters
David Guttenfelder/Reuters

Imprensa entra pela 1ª vez na usina de Fukushima

Visita foi organizada pelo governo japonês para demonstrar que a situação está estabilizada

AE, Agência Estado

12 de novembro de 2011 | 12h20

Pela primeira vez desde o terremoto e tsunami que atingiram o Japão em março, a imprensa foi autorizada a ingressar nas instalações da danificada usina nuclear de Fukushima, que desatou a pior crise nuclear do mundo desde Chernobyl, na Rússia. A visita, que durou várias horas, foi organizada pelo governo japonês para demonstrar que a situação está estabilizada na planta nuclear oito meses depois do devastador maremoto.

Representantes dos meios de comunicação japoneses e internacionais, incluindo a Associated Press, receberam a autorização para entrar no complexo acompanhados por funcionários nomeados pelo governo para cuidar da crise.

As autoridades afirmaram que a situação na usina, que sofreu diversas fissuras e explosões depois de ser atingida pelo tsunami de 11 de março, apresentou uma melhora suficiente para permitir a visita, mas os visitantes tiveram de vestir trajes protetores de todo o corpo e foram submetidos a um teste de radiação no final da visita.

A planta nuclear de Fukushima Dai-ichi, localizada a cerca de 225 quilômetros ao nordeste de Tóquio, foi severamente danificada pelo maremoto e derramou grandes quantidades de materiais radioativos nas áreas ao seu redor. Muitas das regiões ao redor da central continuam isoladas. Os repórteres puderam ver o terreno interditado ao redor da usina e o exterior de vários reatores danificados antes de serem levados para o centro de operações de emergência.

O ministro do Meio Ambiente, Goshi Hosono, que encabeça os esforços do governo de resposta ao desastre, conversou com os jornalistas dentro do centro.

O governo japonês calculou que levará pelo menos 30 anos para eliminar de forma segura o combustível nuclear e desativar a planta. Também estima que levará décadas até que os milhares de habitantes que tiveram de deixar a zona de exclusão de 20 quilômetros ao redor da usina possam retornar para suas casas. Alguns analistas, no entanto, consideram esses cálculos demasiadamente otimistas. As informações são da Associated Press.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.