Süddeutsche Zeitung/Reprodução
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Imprensa internacional repercurte vitória de Joe Biden

Jornais enfatizam dificuldades de governar, mas preveem grandes mudanças nas agendas do governo americano

Tiago Aguiar, O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2020 | 17h37

O democrata Joe Biden derrotou o atual presidente, o republicano Donald Trump, na disputa pela Casa Branca. A vitória confirmada neste sábado, 7, garantiu delegados suficientes no colégio eleitoral ao ex-vice de Barack Obama, para assumir a presidência, conforme as projeções de todos os grandes veículos americanos.

Enquanto os dois principais jornais americanos, Washington Post e The New York Times destacam em letras grandes a vitória nas suas páginas, a apuração de estado por estado segue a todo vapor nos mapas interativos.

O inglês e progressista The Guardian anuncia Biden, como ele mesmo já se definiu: a antítese do "trumpismo". "Apesar de concorrer com rivais democratas com planos maiores, visões mais ousadas e seguidores invejáveis, o foco de Biden sempre foi Trump.", avalia o jornal. O alemão Süddeutsche Zeitung pergunta já na capa de seu site se com o resultado apertado Joe Biden "conseguirá unir a América dividida".

O espanhol El País avalia que com apoio aos sindicatos, investimento contra a mudança climática e apoio ao ensino superior, Biden "pressagia a administração mais progressista da história dos Estados Unidos".

O South China Morning Post, jornal chinês de Jack Ma, dono do Alibaba, publicou análise no começo desta tarde destacando tom mais brando em relação à China da Embaixada Americana no país, antes mesmo da eleição de Biden ser declarada. As relações entre os dois países são tema de uma editoria especial e aba no site chinês.

O inglês Financial Times destaca a experiência de Biden no Congresso e prevê retomada de multilateralismo na relação com os países da Europa.

O financeiro Wall Street Journal relembra que Biden prometeu aumentar os impostos e a regulação sobre empresas, mas que seu sucesso depende da formação do Senado e da ação de juízes federais, muitos conservadores. A Bloomberg foi na mesma linha e manda um recado de Wall Street: grandes bancos querem segurança contra possibilidade de "o exército de Warren", democrata com agenda maior na redução da desigualdade e aumento da regulação financeira, ter espaço no futuro governo.

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