Reprodução/Clarín
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Imprensa internacional repercute segunda denúncia contra Temer

Importantes veículos, como Clarín, The Guardian e Le Monde, deram destaque às acusações de Rodrigo Janot contra o presidente

O Estado de S.Paulo

14 Setembro 2017 | 21h05

SÃO PAULO - A segunda denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer, que acusa o peemedebista de liderar uma organização criminosa, foi destaque em diversos veículos da imprensa internacional nesta quinta-feira, 14. O fato de ser a segunda denúncia em poucas semanas - a primeira por corrupção passiva - foi destacado por vários veículos. 

O jornal inglês The Guardian escreve que o chefe da PGR, Rodrigo Janot, denunciou Temer e outros seis importantes líderes de seu partido, três dos quais já estão na cadeia - Henrique Eduardo Alves, Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima.

"Temer vai agora enfrentar uma votação que pode decidir sua presidência na Câmara - a segunda em pouco mais de um mês - e se dois terços dos deputados concordarem, ele será colocado em julgamento pelo Supremo", afirma o texto, que ouviu analistas locais para comentarem a situação. 

O diário argentino Clarín destaca que o presidente é acusado de fazer parte de uma "associação criminosa" e de "obstruir a justiça". Ressalta ainda que o presidente evitou contato com a imprensa, dizendo que as acusações são "abuso de autoridade". Além de detalhar o caso, aponta que a denúncia deve ser votada na Câmara dos Deputados. 

O francês Le Monde chama atenção por esta ser a segunda denúncia: "Temer acusado de corrupção novamente" é a manchete. O jornal diz que, antes de sair do cargo, Rodrigo Janot lançou sua última flecha. "Mortal, espera ele". "Uma iniciativa histórica que, em um Brasil onde transitam diversos casos de dinheiro sujo, tem ares de crime ordinário", continua. 

A publicação, uma das mais críticas, diz que o presidente pode tornar-se um "cadáver político" e que transformou-se "na encarnação de um velho mundo político, onde a esquerda e a direita afundam em casos criminosos". 

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