Imprensa volta a ficar sob mira do governo chavista

O presidente Nicolás Maduro voltou a colocar os meios de comunicação em sua alça de mira ao acusar diretamente uma emissora de TV de querer desestabilizar o país e ao criar um órgão que, segundo jornalistas e opositores, tem atribuições para limitar o fluxo de informações. Nas últimas semanas, a controvérsia passou das palavras à ação. Maduro afirmou publicamente que os donos do jornal Diario 2001 deveriam ser presos pelo "delito" que, segundo ele, cometeram ao publicarem uma reportagem com o título "Usuários se queixam por falta de gasolina de alta octanagem".

CENÁRIO: José Luis Paniagua - O Estado de S. Paulo,

16 de outubro de 2013 | 23h00

A procuradora-geral da República, Luisa Ortega, anunciou a abertura de uma investigação sobre o jornal. O mais recente argumento esgrimido pelos que denunciam as tentativas de censura do governo foi a criação do Centro Estratégico de Segurança e Proteção da Pátria (Cesppa). Entre seus objetivos, figura "unificar o fluxo informativo sobre os aspectos sensíveis de segurança, defesa, inteligência e ordem interna, relações exteriores e outras instituições públicas e privadas". O Colégio Nacional de Jornalistas da Venezuela repudiou a criação do órgão por enxergar nele a possibilidade de imposição de censura. /EFE

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