AFP PHOTO / STR
AFP PHOTO / STR

Refugiados se revoltam com incidente que matou 2 e incendeiam campo na Grécia

Iraquiana de 66 anos e neto de 6 morrem em explosão de botijão; filha e outro neto da vítima são feridos gravemente

O Estado de S. Paul

25 de novembro de 2016 | 07h50

ATENAS - Uma iraquiana de 66 anos e seu neto de 6 morreram e outras duas pessoas ficaram feridas com gravidade em uma explosão na noite de quinta-feira, 24, em um campo de refugiados de Moria, na ilha grega de Lesbos. 

Segundo dados da polícia divulgados nesta sexta-feira pela imprensa grega, os feridos graves são uma mulher de 25 anos e um menino de 4. Eles seriam filha e neto da iraquiana e foram removidos em um avião militar para um hospital de Atenas. 

As primeiras investigações apontam que um botijão de gás teria explodido enquanto a iraquiana estava cozinhando. Após o incidente, em um ato de desespero, vários imigrantes iniciaram distúrbios que terminaram com um incêndio no campo. Segundo a polícia, o incêndio causou danos "consideráveis". 

Outras dez pessoas foram levadas ao hospital de Lesbos com queimaduras menores e um número indeterminado foi tratado por intoxicação. A polícia tentou conter os distúrbios e, no enfrentamento, seis refugiados ficaram feridos levemente. 

O acampamento de Moria frequentemente é palco de confrontos entre imigrantes e policiais, e nos últimos meses aconteceram diversos incêndios, mas sem mortes.

Em vários campos de refugiados nas ilhas gregas incidentes similares têm sido registrados.  Mas eles não se restringem à Grécia. 

Bulgária. Ainda na noite de quinta-feira, mais de 400 imigrantes foram detidos e pelo menos 24 policiais ficaram feridos nos distúrbios registrados em um centro de acolhida de refugiados situado no sul da Bulgária, informou hoje o Ministério do Interior.

Fontes do ministério informaram à agência EFE que esta manhã a situação no centro de Harmanli, a cerca de 50 quilômetros da fronteira com a Turquia, estava "tranquila e normalizada".

Os distúrbios da noite anterior tiveram origem depois que autoridades búlgaras declararam um toque de recolher para evitar a propagação de supostas doenças.

Em protesto contra a proibição de sair do recinto, centenas de imigrantes, em sua maioria afegãos e paquistaneses, queimaram pneus, jogaram pedras e outros objetos contra os agentes da Polícia búlgara.

Os policiais responderam com material antidistúrbios, balas de borracha e um canhão de água. / AFP e EFE

Tudo o que sabemos sobre:
GréciaRefugiadoImigranteIncêndio

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.