Ali Najafi / AFP
Ali Najafi / AFP

Incêndio em hospital do Iraque com pacientes de covid-19 deixa 82 mortos

Tragédia aconteceu na noite de sábado, 24. Cerca de 90 pessoas foram resgatadas

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2021 | 04h09

Pelo menos 82 pessoas morreram e 110 ficaram feridas em um incêndio ocorrido na final da noite de sábado, 24, e início da madrugada de hoje, 25, em um hospital no sudeste de Bagdá. A unidade foi equipada para abrigar pacientes com covid-19.

O incêndio no hospital Ibn Khatib na área da Ponte Diyala, na capital iraquiana, ocorreu depois que um acidente causou a explosão de um tanque de oxigênio. 

Segundo a agência oficial de notícias INA, o incêndio começou no andar designado para a unidade de terapia intensiva pulmonar. "O saldo é de 82 mortos e 110 feridos em vários graus", disse o porta-voz ministerial, Khaled al Mhana, em comunicado à televisão iraquiana Al Ijbariya.

Al Mhana indicou que algumas das vítimas sofreram queimaduras e outras saltaram de andares altos para fugir das chamas, e alertou que o número de mortos pode aumentar devido à gravidade dos ferimentos de alguns feridos.

As equipes de defesa civil combateram o incêndio até tarde da manhã de hoje. Dezenas de feridos foram evacuados por ambulâncias. Pelo menos 200 pessoas foram resgatadas no local. 

Entre os mortos estão pelo menos 28 pacientes que usam ventiladores para sintomas graves da covid-19, tuitou Ali al-Bayati, porta-voz da Comissão de Direitos Humanos do país, um órgão independente semi-oficial.

Iraque está imerso em uma segunda onda séria da pandemia do coronavírus. Uma média de 8.000 casos são confirmados todos os dias, o maior número desde que o país começou a registrar taxas de infecção no ano passado. Pelo menos 15.200 pessoas morreram de coronavírus no Iraque, de um total de quase 100.000 casos confirmados.

Em resposta ao incêndio, o primeiro-ministro Mustafa al-Kadhimi demitiu o diretor-geral do Departamento de Saúde de Bagdá na área de Al-Rusafa, onde o hospital está localizado. Ele também destituiu o diretor do Hospital Ibn al-Khatib e seu diretor de engenharia e manutenção, segundo nota de seu gabinete e do Ministério da Saúde.

Al-Khadhimi realizou uma reunião de emergência, durante a noite, no quartel-general do Comando de Operações de Bagdá, que coordena as forças de segurança iraquianas, de acordo com um comunicado em sua conta no Twitter.

"A negligência nessas questões não é um erro, mas um crime pelo qual todas as partes negligentes devem assumir a responsabilidade", disse ele. Ele deu às autoridades iraquianas 24 horas para apresentarem os resultados de uma investigação.

A enviada das Nações Unidas ao Iraque, Jeannine Hennis-Plasschaert, expressou sua "consternação e dor" pelo incidente em um comunicado e pediu mais medidas de proteção nos hospitais. Já o Papa Francisco, pediu uma oração pelas vítimas da explosão./AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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