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Incêndio em hospital mata pelo menos 73 na Índia

Foi o segundo incêndio em três anos no local, segundo o ministro-chefe de Bengala Ocidental

AE, Agência Estado

09 de dezembro de 2011 | 08h26

KOLKATA - Pelo menos 73 pessoas morreram quando um incêndio atingiu um hospital no leste da Índia, na cidade de Kolkata, nesta sexta-feira, 9. Muitas das vítimas eram pacientes que não resistiram à inalação da fumaça.

O fogo começou às 3h (hora local), quando a maior parte dos 160 pacientes no hospital privado de cinco andares estava dormindo. "Setenta pacientes morreram e cerca de 90 foram resgatados", afirmou o vice-presidente do hospital AMRI S. Upadhayay, falando a repórteres. Foi o segundo incêndio em três anos no local, segundo o ministro-chefe de Bengala Ocidental, Mamata Banerjee, que visitou o local e prometeu uma ampla investigação.

Banerjee ordenou que a licença do hospital seja cancelada imediatamente. Segundo ele, várias ações serão tomadas, caso fique comprovado que as regulamentações para evitar incêndios estão abaixo do adequado.

A maioria das vítimas parecia ser de pacientes, presos entre as chamas e a fumaça que se disseminou rapidamente pelo prédio. Funcionários disseram que as investigações iniciais sugerem que o fogo começou no porão.

Às 9h, o fogo estava em grande parte sob controle, mas a fumaça continuava a sair pelas janelas, enquanto bombeiros lutavam para alcançar pacientes ainda presos.

Vários pacientes foram retirados com o auxílio de cordas. Um morador local que ajudou no resgate, Badal Sikari, disse ter visto "vários corpos" de pessoas aparentemente sufocadas.

Os carros dos bombeiros tiveram dificuldade em chegar perto do hospital, que está cercado por vias estreitas e sinuosas.

"Eu estava aterrorizado, fiquei gritando por socorro", relatou Jyoti Chaudhary, que estava internado no hospital havia uma semana. "Finalmente, uma enfermeira me arrastou para fora da ala e me levou ao térreo", disse Chaudhary, que foi levado para uma ala adjacente do hospital.

O administrador do hospital, Upadhayay, insistiu que o hospital seguia instruções estritas de segurança e fazia exercícios regulares para lidar com emergências. Segundo ele, todas as normas de segurança e licenças do local estão regulares.

 

As informações são da Dow Jones.

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