Incêndio florestal mata 49 na Grécia

Governo investiga ação criminosa em alguns dos 107 focos; países europeus mobilizam-se para enviar ajuda

AP, EFE E REUTERS, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2026 | 00h00

Pelo menos 49 pessoas morreram desde sexta-feira em 107 incêndios florestais que tomaram a Península de Peloponeso, na Grécia. Autoridades suspeitam que muitos dos incêndios têm origem criminosa. A polícia prendeu um homem acusado de ter iniciado o incêndio em Aeropolis, onde pelo menos seis pessoas morreram. O premiê grego, Costas Karamanlis, decretou estado de emergência em todo o país. "Este é um dia de luto nacional. Gostaria de manifestar minha tristeza profunda pelas vidas perdidas", disse Karamanlis.Um dos locais mais afetados é a Ilha de Eubea, a cerca de 200 quilômetros de Atenas, onde a população de vários vilarejos foi obrigada a deixar suas casas. Em povoados próximos de Zaharo, no sul da Grécia, no mínimo 38 pessoas morreram. Muitas das vítimas foram surpreendidas pelas chamas quando tentavam deixar as áreas dos incêndios. Moradores e prefeitos de várias cidades telefonaram ontem para emissoras de TV e rádio pedindo ajuda. Os incêndios deixaram 230 vilas do Peloponeso sem eletricidade. Na manhã de ontem, cerca de 700 soldados foram enviados ao Peloponeso para ajudar a conter o avanço das chamas. Os bombeiros temem que o número de mortos suba quando as equipes de resgate chegarem aos povoados que ficaram isolados pelo fogo. A utilização de aviões e helicópteros de combate a incêndio foi prejudicada pelos fortes ventos."As rajadas de vento mudam continuamente a direção do fogo, dificultando o nosso trabalho", afirmou o porta-voz do Corpo de Bombeiros, Nikos Diamantis, numa entrevista coletiva. Perto da capital, autoridades retiraram religiosas de um convento e fecharam a principal estrada de acesso a Atenas. O centro da capital ficou tomado por fuligem.Após o pedido de ajuda do governo grego à União Européia, vários países se mobilizaram. A França, que na sexta-feira havia cedido dois aviões de combate a incêndios, enviou ontem mais duas aeronaves. Alemanha, Espanha e Noruega - que não faz parte da UE - também ofereceram aviões. Chipre anunciou que cederia bombeiros e caminhões-pipa para ajudar a combater os incêndios. Vários civis gregos também emprestaram ao governo seus helicópteros para ajudar no resgate da população nas áreas de risco.

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