Incêndio mata principal policial feminina de Israel

A principal policial feminina de Israel foi considerada uma heroína nacional e um símbolo de coragem hoje, após ter sucumbido aos ferimentos provocados durante uma operação em meio ao maior incêndio florestal do país. A história de sacrifício da comandante adjunta Ahuva Tomer atraiu a atenção do país, que a considerou um exemplo para criticar outros líderes, acusados de serem despreparados para enfrentar o pior incêndio da história de Israel. Sua morte elevou o número de mortos, em cinco dias, para 42.

AE, Agência Estado

06 de dezembro de 2010 | 19h06

O fogo foi praticamente extinto hoje, em parte por causa das chuvas que caíram durante a noite. A polícia deteve o que identificou como o "suspeito primário" do incêndio: um garoto de 14 anos que disse que o fogo foi um acidente. O porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld, disse que o garoto foi detido hoje.

Questionado pela polícia, o garoto revelou que estava fumando narguilé na noite da última quinta-feira e jogou alguns pedaços de carvão quente numa área aberta da floresta do Monte Carmelo, no norte de Israel. Rosenfeld disse que o jovem entrou em pânico, fugiu do local e voltou para a escola, sem contar a ninguém o que acontecera, enquanto o fogo se espalhava pela floresta. Rosenfeld não disse como a polícia encontrou o adolescente ou se ele tem ligação com outros suspeitos. Outros dois jovens suspeitos são mantidos em prisão domiciliar.

Numa época na qual as autoridades israelenses são apontadas por conduta imprópria e incompetência, a policial de 53 anos lembrou aos Israelenses os valores de uma antiga era na qual os líderes eram vistos como heróis abnegados.

Ela coordenou o departamento de polícia da terceira maior cidade israelense, Haifa, e era a mulher de mais alto escalão na polícia do país. Na quinta-feira, Tomer estava num carro que ia atrás de um ônibus com guardas de presídio que corriam para evacuar uma penitenciária, quando os dois veículos foram tomados pelas chamas. Ela sofreu sérias queimaduras, mas resistiu por quatro dias. A notícia de sua morte dominou o noticiário do dia. Comandantes e colegas elogiaram seu trabalho e centenas de pessoas compareceram ao seu funeral. As informações são da Associated Press.

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