AFP PHOTO / JOANA SOUSA
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Incêndio na Ilha da Madeira já deixou 3 mortos e 300 feridos

Prefeito de Funchal, capital da ilha, disse que vítimas eram todas da mesma família, mas ainda não se sabe o parentesco delas; ao menos 1 mil pessoas foram retiradas de suas casas em razão do avanço das chamas

O Estado de S. Paulo

10 Agosto 2016 | 10h14

LISBOA - Pelo menos três pessoas morreram e 300 feridos estão hospitalizados em razão do incêndio que atinge a Ilha da Madeira, em Portugal. Há também ao menos mil desabrigados em razão do avanço das chamas, confirmou o governo regional do arquipélago português.

"Posso confirmar que os três mortos eram da mesma família, embora não saiba o grau de parentesco", disse o prefeito de Funchal, Paulo Cafofo, nesta quarta-feira, 10. Em relação a uma possível pessoa desaparecida, o prefeito da cidade disse que, "por enquanto, não se pode confirmar nada" a respeito.

Os três mortos foram surpreendidos pelas chamas em casas muito próximas do bairro de Santa Luzia. "Os bombeiros tentaram resgatar uma das pessoas no momento no qual sua casa estava pegando fogo, mas já não puderam fazer nada", lamentou o prefeito antes de acrescentar que os outros dois mortos "foram achados queimados dentro de suas casas".

Na comarca de Funchal, há no total dez povoados nas quais se registraram incêndios florestais nas últimas horas que, "por sorte, estão diminuindo", explicou o prefeito. Sobre os feridos, Cafofo disse que a maioria não corre risco já que estão hospitalizados "por inalação de fumaça ou por pequenos ferimentos".

"A noite foi muito complicada em razão do vento e das altas temperaturas", lamentou o prefeito, dizendo que tinha sido informado que durante a manhã que um ou outro foco de incêndio tinha se intensificado.

Quanto aos danos materiais, o político afirmou que há mais de cem casas afetadas pelas chamas e um hotel totalmente destruído. Ele confirmou ainda turistas de outros cinco hotéis - a maioria deles, estrangeiros - foram retirados em segurança.

Em uma primeira estimativa, cerca de 500 hectares de área foram queimados pelos incêndios na capital da ilha. / EFE

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