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Incêndio no Chile deixa 11 mortos e destrói 500 casas

Presidente decretou zona de catástrofe na cidade e cerca de 10 mil pessoas foram retiradas do local

AE, Agência Estado

13 de abril de 2014 | 08h28

Atualizada às 12h57

Um incêndio florestal na cidade portuária de Valparaíso, no Chile, matou pelo menos quatro pessoas e destruiu 500 casas, de acordo com autoridades chilenas. Cerca de 10 mil pessoas foram retiradas do local, incluindo mais de 200 detentas de um presídio. Bombeiros tinham dificuldade para controlar o incêndio por causa da topografia da cidade, que é cercada por morros íngremes onde vive a maior parte da população.

A presidente do país, Michelle Bachelet, decretou zona de catástrofe na cidade de 250 mil habitantes. Isso significa que as forças armadas estão encarregadas de manter a ordem e retirar milhares de residentes atingidos pela fumaça e pelo fogo.

"Este é o pior desastre que já testemunhei", disse o governador regional Ricardo Bravo. "Agora é possível que o fogo se espalhe para o centro da cidade, o que aumentaria a gravidade da situação." O ministro do Interior, Rodrigo Penailillo, disse que o incêndio causou a morte de três homens e uma mulher.

Segundo o prefeito de Valparaíso, Jorge Castro, "pelo menos 500 casas foram destruídas pelo fogo" e foram montados abrigos temporários para aqueles que tiveram de deixar o local. Castro disse também que a cidade estava passando por interrupções no fornecimento de eletricidade. Enquanto bombeiros e policiais combatiam o fogo, fuzileiros navais patrulhavam as ruas para manter a ordem e evitar saques.

O incêndio começou no sábado à tarde em morros nos arredores da cidade e se espalhou rapidamente devido aos fortes ventos. Cinzas caíram na cidade no domingo de manhã, causando problemas respiratórios entre a população.

Havia nuvens densas de fumaça sobre o presídio da cidade e nove detentas que estavam grávidas foram transferidas para um centro de detenção na cidade vizinha de Quillota. Outras 204 detentas foram levadas para um ginásio esportivo. Os mais de 2.700 detentos do sexo masculino permanecerão no local por enquanto, segundo o comandante dos guardas, Tulio Arce. (Fonte: Associated Press)

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