Incêndios em Sydney se agravam

Os incêndios que há uma semana fazem arder os bosques nos arredores de Sydney chegaram, nesta terça-feira, à cidade. O fogo que aflige Pennant Hills, parque localizado em um subúrbio no norte da cidade, espalhou o pânico em uma população sitiada desde 25 de dezembro pelas chamas. A Brigada de Combate a Incêndios local classificou como ?muito preocupante? a situação, já que o foco de incêndio está localizado a menos de 20 quilômetros do centro da cidade, e conclamou muitos habitantes da área a abandonem suas casas. Além de Pennant Hills, os moradores de Kurrajong (localizada nas montanhas a oeste da cidade) e Sussex Inlet (lugarejo de veraneio, ao sul), também foram intimados a deixar suas residências. Os Bombeiros Rurais enviaram um helicóptero anti-chamas para o parque, com o objetivo de avaliar a magnitude e a periculosidade do fogo para os moradores da localidade. O ministro de Serviços de Emergências do estado de Nova Gales do Sul, Bob Debus, disse que todos os mais de cem incêndios que continuam ativos no sudeste australiano aumentaram, por conta dos fortes ventos de cerca de 70 quilômetros por hora que sopram na região, além da falta de umidade e o intenso calor. Na região sul do estado, os bombeiros que lutam contra o fogo calculam que as chamas podem chegar à cidade de Mittagong nas próximas 48 horas. Os ventos avivaram as chamas que ardem no sudeste de Nova Gales do Sul e as empurraram para Mittagong, forçando metade de seus residentes a buscar refúgios nas vizinhanças. Por outro lado, os mais de mil residentes evacuados da localidade de Hill Tops voltaram para seus lares, apesar de o incêndio perto desta esta localidade continuar sendo um dos mais perigosos da região. Já nas Montanhas Azuis, a cerca de 80 quilômetros a oeste de Sydney, as chamas ultrapassaram as barreiras de contenção que foram preparadas pelos bombeiros nos últimos dias. No nono dia de incêndios, mais de 150 casas e 300.000 hectares de florestas foram consumidos pelas chamas. Os prognósticos meteorológicos são desalentadores e os especialistas não acreditam que antes do próximo fim-de-semana cheguem as chuvas que poderiam aliviar o desastre.

Agencia Estado,

01 Janeiro 2002 | 07h10

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