Incêndios florestais matam 93 pessoas na Austrália

Na região de Marysville, estima-se que 90% das casas tenham sido destruídas pelo fogo

AP

08 de fevereiro de 2009 | 06h00

Pelo menos 93 pessoas já morreram nos incêndios florestais que afligem a Austrália desde esse sábado, 7, segundo novos números divulgados pela polícia local. Estima-se que o número ainda suba mais.   Cerca de 700 casas foram destruídas nos incêndios quando as temperaturas e ventanias produziram tempestades de fogo que atingiram o estado da Victria, onde todas as mortes ocorreram.   Milhares de bombeiros voluntários ainda estavam lutando contra 30 incêndios incontroláveis na noite de madrugada, embora as condições tenham melhorado consideravelmente.   Oficiais do governo disseram que o exército se dispõe a ajudar, e o premiê anunciou ajuda imediata de emergência de 10 milhões de dólares australianos (cerca de 7 milhões de dólares americanos).   A tragédia ecoa pela Austrália. Líderes em outros estados, maioria dos quais já passaram por problemas com incêndios no passado, prometeram enviar ajuda e bombeiros voluntários. Fundos de doações públicas foram abertos e já começaram arrecadar grandes montantes.   Testeminhas disseram ter visto árvores explodindo, lançando uma chuva de cinzas pelo céu no sábado, com temperaturas subindo para 47º C, somando-se a fortes ventanias que criaram condições semelhantes a um forno.   A cena era de devastação no domingo em pelo menos duas regiões, a cidade de Marysville e muitas aglomerações no distrito de Kinglake, ambos a cerca de 100 quilômetros ao norte da capital do estado, Melbourne.   Em Kinglake, apencas cinco casas de cerca de 40 que permaneciam de pé. Rua após rua estava repleta de destroços de casas e carros queimados. Não havia sinal de vida.   Florestas inteiras estavam reduzidas a troncos queimados e sem folhas. O Corpo de Bombeiros de Victoria estima cerca de 2.200 quilômetos quadrados foram queimados.   Testeminhas dizem que cerca de 90% das construções em Marysville, uma cidade de 800 pessoas localizada a 35 quilômetros a oeste de Kinglake, foram arruinadas. A polícia disse que duas pessoas morreram lá.   Até então, a pior crise de incêndios da Austrália foi em 1983, quando o fogo matou 75 pessoas e acabou com mais de 3.000 casas em Victoria e áreas do sul do País. Em 1939, 71 pessoas morreram e 650 prédios foram destruídos.   A polícia disse encontrou corpos em carros em pelo menos dois locais, supondo que as pessoas foram consumidas pelo fogo na tentativa de fuga.   Pelo menos 80 pessoas foram hospitalizadas com queimaduras. O dr. John Coleridge, do Alfred Hospital, um dos que possuem a maior área para queimaduras, disse que ferimentos de queimaduras variavam desde pequenas queimaduras nos pés, de pessoas que tentaram passar por lugares pegando fogo, até queimaduras que ameaçavam a vida dos pacientes.   A temperatura na área caiu para cerca de 25º C no domingo, mas junto com o tempo mais fresco vieram ventos que, segundo os oficiais, podem levar o fogo para direções imprevisíveis.   Dezenas de focos de incêndio também apareceram no estado de New South Wales, onde as temperaturas continuam aumentando pelo terceiro dia consecutivo. Porém, nesta região as casas ainda não estão ameaçadas.   Incêndios deste tipo são comuns durante o verão australiano. Pesquisas do governo mostram que cerca da metade dos casos são suspeitos. Trovões são outras possíveis causas,.

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