EFE/Brais Lorenzo
EFE/Brais Lorenzo

Incêndios florestais matam ao menos 35 pessoas no norte da Espanha e Portugal

Fogo foi propagado por rajadas de vento de até 90 km/h, provocadas pelo furacão Ophelia; alguns focos na região da Galícia ainda estavam fora de controle nesta manhã

O Estado de S.Paulo

16 Outubro 2017 | 09h35
Atualizado 16 Outubro 2017 | 22h19

LISBOA - Ao menos 35 pessoas morreram em consequência de centenas de incêndios florestais que assolam o norte da Espanha e de Portugal, queimando terras de cultivo e forçando moradores a deixarem cidades e vilarejos, disseram autoridades nesta segunda-feira, 16.

Portugal, que ainda se recupera do pior incêndio florestal já ocorrido no país, que deixou 64 mortos em junho, tem ao menos 32 mortes registradas. De acordo com autoridades portuguesas, esse número ainda pode aumentar.

+ Incêndios na região central de Portugal obrigam retirada de mais de 130 pessoas de suas casas

No domingo, Portugal tinha 440 incêndios declarados, "o pior dia desde o início do ano", de acordo com a porta-voz da Defesa Civil, Patricia Gaspar. O primeiro-ministro português, Antonio Costa, declarou "estado de catástrofe" no país, onde durante toda a noite 3,7 mil bombeiros lutaram para apagar 26 incêndios de grandes proporções.

+ Incêndios florestais destroem vegetação ao longo da Riviera Francesa

Os bombeiros ainda estão lutando contra as chamas em ao menos 50 pontos em Portugal e em um número similar na Espanha. O governo português já pediu ajuda internacional.

O fogo foi propagado por rajadas de vento de até 90 km/h, provocadas pelo furacão Ophelia, que avançava pelo norte da costa espanhola em direção à Irlanda.

As chamas se propagaram rapidamente durante o fim de semana em uma paisagem afetada por um verão quente, e alguns focos na região espanhola da Galícia continuavam fora de controle nesta manhã, afirmaram autoridades locais.

Nesta área, três mortes foram registradas. Os corpos de duas vítimas, ambas mulheres, foram encontrados por bombeiros dentro de um carro queimado em uma estrada. O terceiro, um homem de cerca de 70 anos, morreu enquanto tentava salvar os animais de sua fazenda, relatou a imprensa local.

O governador da Galícia, Alberto Núñez Feijóo, afirmou que 15 focos de incêndio estavam ativos no domingo e qualificou a situação como "crítica", com direito a zonas urbanas sob ameaça.

De acordo com a previsão meteorológica, a temperatura deve cair nesta segunda-feira e chuvas devem ajudar os bombeiros a controlar as chamas. / REUTERS e AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.