Christian Monterrosa/ EFE/EPA
Christian Monterrosa/ EFE/EPA

Incêndios na Califórnia fazem 11,9 mil pessoas deixarem suas casas

As autoridades abriram centros de alojamento de emergência para acolher os desabrigados

Redação, O Estado de S. Paulo

11 de outubro de 2019 | 17h51

LOS ANGELES - A população da Califórnia se encontra em alerta máximo em consequência de grandes incêndios, que causaram a retirada de milhares de pessoas nesta sexta-feira, 11.

De acordo com informações do serviço de meteorologia americana (NWS), as condições perigosas devem se manter ao menos até o final do dia, uma vez que os ventos, que podem alcançar até mais de 100 km/h, colocam em risco as linhas de energia. 

De acordo com informações da imprensa, uma mulher de 89 anos morreu em Calimesa, a pouco mais de 100 quilômetros ao leste de Los Angeles, quando o fogo arrasou um estacionamento de trailers nesta madrugada. Um helicóptero e mais de 200 bombeiros lutaram contra o incêndio. Foi ordenada a retirada de moradores de 1,9 mil casas da região. 

Outro incêndio se alastrou num bairro do norte da metrópole californiana às 21h de quinta-feira e se estendeu rapidamente por 1,9 mil hectares, alimentado pelos ventos quentes próprios do estado e pela secura do solo. Este segundo incêndio, que seguia descontrolado durante a primeira hora da manhã, obrigou a evacuação de 10 mil pessoas da região.

Cerca de mil bombeiros combateram as chamas e as autoridades tiveram que fechar parcialmente várias rodovias, informou o chefe do departamento de bombeiros em Los Angeles, Ralph Terrazas. As autoridades abriram centros de alojamento de emergência para acolher os desabrigados.

Risco de incêndio afetou distribuição de energia 

Diante do risco de incêndio, na quarta-feira, 9, à noite, a companhia de energia estadounidense PG&E cortou a luz de milhares de pessoas perto de São Francisco, no norte da Califórnia. 

A empresa restabeleceu a eletricidade para metade dos afetados durante a madrugada de sexta-feira, porém mais de 300 mil pessoas continuam sem luz.

Diversas escolas e universidades tiveram que fechar no norte do estado e muitos habitantes amanheceram sem gasolina, água, baterias e outros bens básicos, numa situação que compararam com o “terceiro mundo”. 

 "Vivemos uma experiência que nenhum estado do século XXI deveria experimentar”, disse o governador Gavin Newson, criticando décadas do que classificou como negligência e má gestão da PG&E.  

Em novembro do ano passado, três grandes incêndios no norte e sul do estado arrasaram mais de 100 mil hectares. Um deles, em Camp Fire, causou mais de 80 mortes e quase tirou do mapa a pequena cidade de Paradise, de 20 mil habitantes.

Em maio, a agência de proteção contra incêndios determinou que as linhas elétricas de PG&E haviam originado a catástrofe. / AFP

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