Incêndios na Grécia deixam ao menos 74 mortos e centenas de feridos

Equipes de resgate encontraram 26 corpos carbonizados em uma mesma casa em Mati; segundo um fotógrafo, grupo morreu abraçado

O Estado de S.Paulo

23 Julho 2018 | 22h21
Atualizado 24 Julho 2018 | 17h56

ATENAS - Ao menos 74 pessoas morreram em incêndios de grandes proporções nos arredores de Atenas, na Grécia, disseram autoridades nesta terça-feira, 24, confirmando as informações divulgadas pela imprensa local, enquanto o governo ainda mantém oficialmente um total de 50 óbitos. incendios na grecia

As autoridades gregas seguem em busca de vítimas. Foto: Thanassis Stavrakis / AP

Cerca de 170 ficaram feridas, sendo 11 em estado grave. Equipes de resgate encontraram 26 corpos carbonizados em uma mesma casa em Mati, leste de Ática. Aparentemente, eles não conseguiram chegar ao mar para se protegerem das chamas, avaliaram os bombeiros. Segundo um fotógrafo da agência de notícias France-Presse, grupo morreu abraçado.

A maioria das vítimas ficou presa no setor do balneário de Mati, a aproximadamente 40 km de Atenas, em casas ou veículos, informou o porta-voz do governo grego, Dimitris Tzanakopoulos. Entre os feridos há 16 crianças. Autoridades dizem que os números ainda são provisórios.

As autoridades seguem em busca de outras vítimas, segundo o porta-voz. Nove barcos da patrulha costeira, dois navios da Marinha e "dezenas de barcos particulares", auxiliados por helicópteros do Exército, realizaram retiradas a partir do Porto de Rafina, próximo a Mati, afirmou Tzanakopoulos.

A presidência da República anulou os festejos desta terça-feira para lembrar o restabelecimento da democracia na Grécia, em julho de 1974.

Reforço

Tzanakopoulos disse que a Espanha enviará dois aviões e Chipre, uma equipe com 60 bombeiros, após a Grécia ativar o mecanismo europeu de defesa civil para obter ajuda de seus sócios. incendios na grecia

As operações aéreas de combate às chamas foram interrompidas durante a noite. Foto: Thanassis Stavrakis / AP

O premiê grego, Alexis Tsipras, encurtou sua viagem à Bósnia para liderar a célula de crise. Após presidir uma reunião do gabinete, ele afirmou que há "mais de 600" bombeiros combatendo em três frentes, incluindo duas que seguem avançando nos arredores de Mati e a 55 km a oeste da capital, na região de Kinetta.

As operações aéreas de combate às chamas, das quais participam oito aviões e nove helicópteros, foram interrompidas durante a noite. Segundo o secretário-geral da Defesa Civil, Yannis Kapakis, os incêndios foram propagados por ventos de mais de 100 km/h, uma "situação extrema".

O primeiro-ministro manifestou sua "preocupação com o fato de que estes focos se desenvolveram em paralelo", indicando a possibilidade de uma origem criminosa. Em Kinetta, as chamas destruíram casas e veículos e três vilas foram esvaziadas. A prefeitura criou albergues para os deslocados.

A Grécia enfrenta uma onda de calor com temperaturas de até 40ºC, e segundo os serviços de meteorologia, as condições seguirão muito complicadas nesta terça-feira. / AFP e REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.