Incêndios na Rússia ameaçam áreas contaminadas por Chernobyl

Fogo poderia espalhar pó radioativo que está na região desde explosão de 1986

Agência Estado e Associated Press

11 de agosto de 2010 | 13h02

 

MOSCOU - Equipes de emergência aumentaram as patrulhas nas florestas a oeste da Rússia contaminadas pelo desastre nuclear de Chernobyl. Eles tentam evitar que o fogo atinja a região, o que poderia espalhar radiação em outras áreas. O Greenpeace e outros grupos ambientalistas, além de especialistas em florestas, dizem que o pó radioativo do acidente da usina pode ser perigoso, mesmo que a quantidade seja pequena.

 

Equipes de bombeiros extinguiram rapidamente cerca de seis focos de incêndio registrados nesta semana na região de Bryansk, a parte da Rússia que foi mais atingida pela catástrofe de Chernobyl, na então soviética Ucrânia, disse a porta-voz do Ministério para Situações de Emergência, Irina Yegorushkina. A agência também havia relatado focos de incêndio na região na semana passada, mas todos foram extintos.

 

Yegorushkina disse que especialistas em radiação de Moscou disseram que não houve aumento dos níveis de radiação na área de Bryansk ou na fronteira entre a Bielo-Rússia e a Ucrânia. No solo há partículas radioativas que caíram depois que o reator número 4 da usina nuclear de Chernobyl explodiu durante um teste no dia 26 de abril de 1986, espalhando nuvens radioativas pelo oeste da União Soviética e pelo norte da Europa.

 

Ambientalistas advertiram que as partículas podem ser lançadas no ar pelos incêndios e serem levadas para outras áreas pelo vento. O ministro para Situações de Emergência, Sergei Shoigu, reconheceu o perigo na semana passada, mas afirmou hoje que "a situação aqui não é tão difícil quanto nas áreas ao redor de Moscou", onde nuvens de fumaça poluem o ar.

 

O fogo queimou cerca de 3.900 hectares na região sudoeste atingida pelo acidente nuclear, embora a maioria dos focos tenha sido apagada, disse Vasily Tuzov, chefe adjunto do serviço de proteção florestal. Ele disse que não será possível saber se os incêndios espalharam partículas radioativas para áreas anteriormente não atingidas até que testes sejam realizados. "Tudo o que sabemos agora é que tem havido incêndios em áreas com altos níveis de radiação", disse.

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