Incidente em Israel causa mal-estar com Brasil

O embaixador do Brasil em Tel-Aviv, Pedro Motta Pinto Coelho, enviou nota de protesto ao Ministério das Relações Exteriores de Israel pelo que chamou de "tratamento agressivo" recebido por sua filha, a estudante de medicina Laila Pinto Coelho, de 25 anos, no Aeroporto Internacional da cidade. Laila foi detida por cerca de três horas, na madrugada de quarta para quinta-feira, quando desembarcava no país para uma visita de um mês. Segundo o jornal israelense Yediot Aharonot, a filha do embaixador teve de passar por uma sessão de perguntas em razão de seu nome ter levantado suspeitas de ter origem árabe. O embaixador julgou estranho o suposto motivo, até porque, ironicamente, se inspirou numa canção popular israelense para chamar a filha de Laila ("noite", em hebraico). "Quando tinha 13 anos, escutei a canção e me apaixonei pela melodia da palavra ''Laila''. Mas mesmo que tivesse alguma ligação com o árabe, ela merece que a tratem dessa maneira?", perguntou o embaixador. "Foi um tratamento um pouco agressivo. O estranho é que já vim duas vezes ao país", disse Laila.Mais do que a checagem do aeroporto, o que mais incomodou Coelho foi a agressividade das autoridades de plantão. Ao perceber que Laila demorava a passar pela imigração, ele foi ao encontro de sua filha no escritório do Ministério do Interior, de onde, segundo ele, foi expulso aos berros. A estudante e seu pai só deixaram o local depois da intervenção do Ministério das Relações Exteriores. A embaixadora de Israel no Brasil, Tzipora Rimon, deve prestar esclarecimentos em Brasília. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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