Incidente no aeroporto JFK foi provocado por haitiano

Um movimentado terminado do Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York, foi esvaziado ontem depois que um homem abriu uma porta de acesso restrito e disparou um alarme, disseram autoridades locais. Foi a segunda falha na segurança em uma área do aeroporto este mês. O homem é Jules Paul Bouloute, de 57 anos, um descendente de haitiano que vive nos Estados Unidos, disse Steve Coleman, porta-voz da Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey, que opera o aeroporto JFK.

AE-AP, Agencia Estado

17 de janeiro de 2010 | 12h58

No início, as autoridades tinham dito que a falha de segurança foi provocada por um passageiro que estava deixando o Terminal 8 do JFK e que havia aberto uma porta de uso restrito apenas a funcionários do aeroporto. O Terminal 8 opera voos domésticos e internacionais da American Airlines.

Câmeras de segurança registraram o incidente pouco antes das 18h30 (de Brasília) de ontem. O incidente adiou dezenas de voos e provocou uma dor de cabeça para centenas de viajantes que tiveram de deixar o terminal e aguardar por horas até que a polícia fizesse uma varredura no edifício.

Bouloute foi localizado em sua casa, no Brooklin, por volta das 2h (de Brasília) de hoje, e foi levado sob custódia para ser questionado pelas autoridades locais, de acordo com informações do New York Times. Ele será acusado de ter transgredido a lei, segundo Coleman.

Bouloute estava no Haiti quando o pequeno país foi atingido por um devastador terremoto no último dia 12 e tomou um voo ontem de Santo Domingo, capital da República Dominicana, para Orlando (Flórida), onde pegou uma conexão para Nova York, disse Coleman.

Não está imediatamente claro onde Bouloute se encontrava quando ocorreu o terremoto e também não há informações exatas de como ele foi do Haiti até a República Dominicana, disse Coleman.

Um incidente similar ocorreu há duas semanas na área de um aeroporto de Nova York: uma falha na segurança ocorrida no dia 3 de janeiro no Aeroporto Internacional Newark Liberty em Nova Jersey forçou uma segunda revista nos passageiros.

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