Incidentes deixam quatro palestinos mortos nesta sexta-feira

Quatro palestinos morreram nestasexta-feira, três deles numa explosão ocorrida numa casasupostamente utilizada como fábrica de bombas. Em outroincidente, um atirador palestino morreu num tiroteio comsoldados israelenses. A violência ocorreu na data do nono aniversário do históricoaperto de mãos entre o falecido primeiro-ministro israelenseYitzhak Rabin e o líder palestino Yasser Arafat na Casa Branca,em 13 de setembro de 1993. O evento levou a uma série de acordosde paz nos anos 90. A maior parte dos israelenses acredita agora que os pactosperderam importância. Uma pesquisa publicada hoje indica que 79%dos israelenses não mais acreditam na validade dos acordosprovisórios que levaram à retirada do Exército de Israel dosprincipais centro populacionais palestinos. O atual primeiro-ministro do Estado judeu, Ariel Sharon, vemdizendo que os acordos estão mortos. Líderes palestinos eisraelenses acusam uns aos outros pela violação dos tratados. Em quase dois anos de conflito, soldados israelenses à caça desuspeitos invadiram em diversas ocasiões territórios autônomospalestinos. Desde junho, os soldados israelenses vêm reocupandoa maior parte das principais cidades palestinas da Cisjordâniacom o pretexto de conter militantes extremistas. Os esforços para a obtenção de uma trégua fracassaram, mas aviolência diminuiu consideravelmente nas últimas semanas. Oúltimo atentado suicida ocorreu em 4 de agosto, o que representao mais longo período de relativa calma em Israel desde 28 desetembro de 2000, quando a revolta palestina teve início apósuma visita de Sharon à Esplanada das Mesquitas, um local deJerusalém sagrado para judeus e muçulmanos. Hoje, uma explosão sacudiu uma casa de dois andares em BeitLahia, na Faixa de Gaza, causando a morte de três membros de umamesma família e deixando outros quatro feridos. Um dos mortos pertencia ao movimento político Fatah, lideradopor Yasser Arafat. Outro era militante da Jihad Islâmica.Moradores comentaram que eles poderiam estar preparando umabomba que teria explodido acidentalmente. Durante o dia, as forças israelenses promoveram diversasoperações militares em cidades palestinas, dando prosseguimentoa uma perseguição a suspeitos de militância em grupos armadosislâmicos e a buscas por locais onde seriam fabricadas bombas. Houve tiroteios entre israelenses e palestinos em Rafah e numcampo de refugiados próximo à fronteira com o Egito. Umpistoleiro ligado às Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa morreu eseis outras pessoas ficaram feridas, informaram fonteshospitalares. Soldados israelenses invadiram um diretório local da Fatah,destruíram equipamentes e causaram danos consideráveis, acusarampalestinos. Os militares também destruíram seis pequenasmetalúrgicas e 20 casas, deixando diversas famílias desabrigadas denunciaram testemunhas. "Peguei meus cinco filhos e minhas esposa e passamos a noiteinteira na rua", queixou-se Khaled Abdullah, de 34 anos. Elecontou que sua casa em Gaza foi destruída. O Exército do Estado judeu alega que as metalúrgicas eramutilizadas para manufaturar foguetes e morteiros.

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