Incidentes não afetam "calma" nas eleições colombianas

Pelo menos 10 guerrilheiros morreram neste domingo ao tentar sabotar as eleições presidenciais na Colômbia. As autoridades asseguraram que a calma reina no país, embora tenham admitido haver uma aparente apatia nas votações.O ministro do Interior e de Justiça, Sabas Pretelt, disse neste domingo que os incidentes, nos quais três militares também morreram e vários ficaram feridos, "são menores e não comprometem" o desenrolar da votação.Pretelt fez um apelo "para que as pessoas saiam de casa para votar" e eleger um presidente para o período 2006-2010, e destacou que as autoridades estão garantindo a segurança.Algumas horas antes, o ministro da Defesa, Camilo Ospina, e o diretor da Polícia, general Jorge Daniel Castro, informaram que as eleições tinham sido iniciadas "com calma".O general Castro, no entanto, informou que um ônibus foi abandonado com explosivos em uma "estrada secundária" do departamento (Estado) de Tolima, no sul do país. Os armamentos, ainda segundo o general, acabaram sendo retirados do veículo.Pelo paísQuatro guerrilheiros, cujo grupo ao qual pertenciam não foi identificado, morreram quando viajavam, portando uma bomba, perto da cidade de Tame, no departamento de Arauca, no leste do país, informou o general Mario Montoya, comandante do Exército.No norte do país, outra fonte militar informou da baixa de outros dois rebeldes das Farc, também com explosivos, em Mingueo, perto de Santa Marta, capital do departamento do Magdalena.Já em Los Farallones, montanhas vizinhas a Cali, três supostos guerrilheiros foram abatidos pelo Exército em outro confronto. Ainda se desconhece a que organização pertenciam.Perto de San Calixto, município do departamento do Norte de Santander (nordeste) foi registrada a morte de três militares, com vários outros soldados feridos, em uma emboscada armada por guerrilheiros ainda não identificados.Nesse território, vizinho à Venezuela, atuam facções das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN), assim como um pequeno reduto do Exército Popular de Libertação (EPL).Em Bogotá, cerca de 200 policiais, em uma operação na Universidade Nacional, encontraram explosivos, gasolina e outras substâncias empregadas na fabricação de bombas.A ação na principal instituição de ensino superior da Colômbia, segundo disse a Polícia, contou com a autorização de seus diretores.Em outras áreas do país, principalmente no litoral Atlântico, várias autoridades lamentaram o baixo comparecimento às urnas.Em outros casos, os eleitores se queixaram da demora para exercer esse direito, e da dificuldade de receber as cédulas eleitorais a serem marcadas.UrnasCerca de 26,7 milhões de colombianos foram convocados neste domingo às urnas para escolher presidente entre seis candidatos. Entre eles, o atual chefe do Estado, Álvaro Uribe, que concorre à reeleição, conta com um total entre 53% e 60% das intenções de voto, segundo as últimas enquetes.Uribe convidou os cidadãos a votarem "na festa da democracia", após depositar seu sufrágio na presença de sua esposa Lina e de seus filhos, Tomás e Jerónimo, assim como vários ministros e altos funcionários do governo, em uma seção no centro de Bogotá."Quero convidar os colombianos a tornarem possível esta festa da democracia. Quero agradecer aos milhares de compatriotas que comparecem hoje às mesas eleitorais, e agradecer o heroísmo dos soldados e policiais da pátria (...) para que os colombianos possam exercer este belo direito", disse Uribe.Cerca de 220 mil homens da Polícia, aos quais se somam 100 mil de organismos de inteligência e segurança, foram distribuídos em todo o país para garantir a calma nas eleições nos mais de 55.500 seções dos 1.098 municípios colombianos.

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