Incidentes não comprometem eleições na Guatemala

Os guatemaltecos votaram nestedomingo para eleger um novo presidente, 158 deputados parao Congresso Nacional e 331 prefeitos. Incidentes nos quais houvedois mortos não chegaram a comprometer a votação. Durante a madrugada, foi registrado um ataque a tiros contra osecretário de assuntos políticos do partido União Nacional daEsperança (UNE, de centro-direita), Rolando Morales. Depois, duas mulheres indígenas morreram e cinco pessoasficaram feridas durante um tumulto ocasionado pelo atraso paraabrir as urnas de votação no município de Chajul, 350quilômetros ao norte da capital. O presidente da Guatemala, Alfonso Portillo, declarou estarsatisfeito pelo grande número de eleitores que compareceram àsurnas. "A primeira grande surpresa deste processo eleitoral, é umamaravilha dizer, é a alta participação que se observou em todo opaís", disse após votar em Zacapa, sua cidade natal, a 148quilômetros da capital. Os guatemaltecos escolhem, entre 11 candidatos, o sucessor dePortillo. Para ganhar em primeiro turno, o candidato terá de ter50% dos votos mais um. O mais provável, segundo as pesquisas, éque haja um segundo turno, previsto para 28 de dezembro,disputado entre dois dos três candidatos favoritos: osempresários Oscar Berger (30,9% das intenções de voto segundo aúltima pesquisa) e Álvaro Colom (27,4%), e o ex-ditador generalEfraín Ríos Montt (11,4%). O vencedor tomará posse no dia 14 dejaneiro e governará nos próximos quatro anos. A ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 1992, a líder indígenaRigoberta Menchú, descartou uma possível fraude eleitoral aocomprovar uma participação em massa, mas advertiu que todosdevem ficar atentos para detectar eventuais irregularidades. "Neste momento já se descarta uma fraude, mas devemoscontinuar vigilantes porque ocorreram atos de intimidação antesdas eleições."

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