Incidentes violentos marcam o 1º de Maio

Em todo o mundo, manifestantes pedem melhores salários

Afp, Efe, Ap e Reuters, O Estadao de S.Paulo

02 de maio de 2008 | 00h00

Milhares de trabalhadores de todo o mundo marcharam ontem no Dia do Trabalho para pedir maiores salários e protestar contra o aumento do preço dos alimentos básicos. Em Istambul, na Turquia, a manifestação pelo 1º de Maio terminou em confronto entre as forças de segurança e as milhares de pessoas que desafiaram uma proibição do governo (que vigora desde 1977) e tentaram chegar à Praça Taksim, uma das principais da cidade. A polícia usou gás lacrimogêneo e jatos d?água para dissolver a marcha. Pelo menos 6 policiais ficaram feridos e 505 pessoas foram presas.Em Hamburgo, na Alemanha, manifestantes de esquerda incendiaram carros e atacaram a polícia com pedras no Dia do Trabalho mais violento em anos da cidade. O distúrbio ocorreu quando mais de 6 mil esquerdistas protestavam contra uma marcha da extrema direita. A polícia teve de usar jatos d?água para dispersar a multidão e prendeu várias pessoas. Também ocorreram incidentes em Nuremberg e Berlim.Na Rússia, milhares de comunistas e ativistas da oposição realizaram marchas separadas em Moscou e em outras grandes cidades, como Vladivostok (no extremo leste) e Ekaterinburgo (nos Urais).No Chile, pelo menos uma policial ficou ferida e 122 manifestantes foram detidos em Santiago. A polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar uma marcha de 15 mil pessoas depois que jovens anarquistas lançaram tinta, pedras e garrafas contra uma agência bancária.Dezenas de milhares de pessoas marcharam nas principais cidades da França em defesa de um maior poder aquisitivo, do emprego, da aposentadoria e da regularização dos imigrantes ilegais. Na Espanha, o 1º de Maio foi marcado pela explosão de três bombas no País Basco, possivelmente colocadas pela organização separatista ETA. As explosões não deixaram vítimas. Na Índia, na Coréia do Sul, na Tailândia, na Malásia e em outros países asiáticos, os primeiros a celebrar o 1º de Maio, as principais reivindicações também foram por melhores salários e medidas contra a inflação.

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