Indecisão sobre Okinawa pode minar relação entre EUA e Japão

Países tentam chegar a acordo sobre mudança de local ou não da base militar americana na nação asiática

estadao.com.br,

25 de fevereiro de 2010 | 10h35

As relações de confiança entre Japão e EUA podem ser abaladas caso os países não cheguem a um acordo sobre a polêmica instalação militar americana na ilha de Okinawa, disse nesta quinta-feira, 25, o ministro de Exteriores japonês, Katsuya Okada, segundo informações do jornal britânico The Guardian.

 

O novo governo de centro-esquerda do Japão, que assumiu o poder em setembro prometendo uma política externa independente, garantiu às autoridades americanas que decidiria até o fim de maio sobre um novo local para a instalação da base atualmente situada em Okinawa.

 

Os americanos, porém, alarmados com uma possível deterioração nas relações com o importante aliado que é o Japão, indicaram que desejam permanecer com o acordo vigente assinado pela administração japonesa anterior.

 

"Acredito que devemos chegar a uma conclusão sobre o assunto no final de maio. É algo que não podemos nos dar ao luxo de perder", disse o Okada. "Se isso não puder ser consumado, receio que a confiança entre os dois países possa sofrer abalos", completou.

 

O chanceler japonês se recusou a falar sobre qualquer preferência sobre o novo local da base americana. Ele argumentou que qualquer comentário a respeito do tema só serviria para aumentar a especulação da mídia sobre uma eventual ruptura no governo.

 

Na semana passada, o comandante das tropas americanas no pacífico, o general Keith Stadler, disse que a base deveria permanecer em Okinawa, e não ir para Guam, como algumas autoridades japonesas propuseram. "Okinawa é o lugar perfeito da região. Fica literalmente a um dia de distância de tudo o que possa ocorrer na área", disse.

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