Indecisos da ONU propõem ultimato de 45 dias ao Iraque

Os seis países do Conselho de Segurança da ONU ainda indecisos quanto o apoio a uma nova resolução sobre o Iraque propuseram que seja dada um ultimato de 45 dias a Saddam Hussein. O anúncio foi feito pelo embaixador de Camarões na ONU, Martin Belonga Eboutou. Os seis países são Angola, Chile, Guiné, México, Paquistão e Camarões.Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha deram a entender que poderiam estender, por um curto período, o prazo final para o Iraque destruir suas armas de destruição em massa, antes de deflagrarem uma guerra. A França, por sua vez, se declarou ?aberta ao diálogo?, mas o governo francês insiste que rejeitará qualquer nova proposta de resolução da ONU que traga um ultimato ao governo iraquiano.Embora se mostrem dispostos a prorrogar o prazo, Washington e Londres descartaram o adiamento de 45 dias proposto pelos seis países indecisos. O porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer, insistiu que a resolução britânica, apoiada por EUA e Espanha, iria à votação ainda neste semana, mas disse que a proposta de estender o prazo para Saddam em um mês ou mais ?não dá nem para o começo?. ?Há espaço para diplomacia?, disse Fleischer. ?Mas não muito espaço, e não muito tempo?.O embaixador britânico Jeremy Greenstock disse que o prazo final para o desarmamento pacífico do Iraque, estipulado para terminar em 17 de março, pode ser estendido, mas não muito. O Reino Unido está ?preparado para contemplar outros cronogramas e testes, mas tenho quase certeza de que estamos falando de entrar em ação em março. Não olhem para além de março?, disse ele à CNN.Reagindo ao que aparentemente é mais um recuo britânico, diplomatas franceses disseram que a resolução, mesmo com o prazo estendido, ainda estaria autorizando uma guerra, o que a França não pretende fazer. No entanto, o porta-voz da Chancelaria francesa, François Rivasseau, saudou a iniciativa como ?uma nova mudança, e o futuro vai nos dizer se será uma mudança positiva?. ?Estamos abertos ao diálogo?, complementou, acrescentando que a ?linha vermelha? que a França não cruzará refere-se ao ultimato para a guerra. ?Não queremos nenhum ultimato. Não queremos nenhum elemento de automatismo. E já dissemos que queremos que aquilo que os inspetores dizem seja levado em consideração?.

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