Independentes se destacam nas eleições regionais do Peru

A maioria das 25 presidências regionais do Peru ficou nas mãos de líderes independentes em detrimento dos partidos dirigidos pelo presidente, Alan García, e o ex-comandante Ollanta Humala, segundo os primeiros resultados não oficiais. Segundo uma amostra de votos analisada pela empresa "Apoyo, Opinión y Mercado", o Partido Aprista, de García, venceu os Governos de La Libertad e Piúra, no norte, e ainda briga por Cajamarca e Moquegua, sendo que nas eleições de 2002 a legenda obteve doze presidências regionais. O Partido Nacionalista, do ex-comandante Humala, venceu apenas em Ucayali, região localizada na fronteira com o Brasil, e não conseguiu nenhum Governo no sul, seu reduto durante as últimas eleições presidenciais. Quanto a Lima, o Governo regional ficou com Miguel Angel Mufarech, um empresário independente, enquanto a Prefeitura foi para o conservador Luis Castañeda, da aliança União Nacional, candidata à reeleição. Os demais novos presidentes regionais provêm de movimentos independentes que foram proliferando no Peru desde a década passada, com a chegada ao poder do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000). Um quadro variado domina agora o novo mapa político das regiões, com políticos como o centro-esquerdista Yehude Simon, que passou dez anos na prisão durante a Presidência de Fujimori e que foi reeleito em Lambayeque. Em Arequipa, a segunda cidade mais importante do Peru, o vencedor foi o ex-prefeito Juan Manuel Fujam, que em junho de 2003 liderou o movimento social que suspendeu a privatização das companhias elétricas Egasa e Egesur, durante o Governo de Alejandro Toledo (2001-2006). Huancavelica, o departamento mais pobre do Peru, será governado pelo ex-presidente do Conselho de Ministros d Fujimori, Federico Salas, um polêmico político que chegou a reconhecer publicamente ter recebido US$ 30 mil do ex-assessor presidencial Vladimiro Montesinos.

Agencia Estado,

20 Novembro 2006 | 02h02

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.