AP Photo/Ashwini Bhatia
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Índia abranda restrições, apesar de aumento de casos de covid-19

País registrou o recorde mundial de 78 mil casos em 24 horas

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2020 | 21h28

NOVA DÉLHI - As autoridades indianas abrandaram ainda mais as restrições de confinamento impostas por causa do novo coronavírus, mesmo com o aumento de casos e mortes em todo o país. Neste domingo, a Índia registrou o recorde mundial de mais de 78 mil novos casos em 24 horas. 

A Índia tem o número de casos registrados que mais cresce no mundo, agora com 3,5 milhões, e 63.498 mortes pela pandemia. Atualmente é o terceiro país mais afetado no mundo, atrás apenas dos EUA e do Brasil.

Mas o governo enfrenta pressão para dar um alívio à economia, já que milhões de pessoas perderam empregos desde que as restrições foram impostas pela primeira vez, em março.

O Ministério do Interior disse que a partir do próximo mês reuniões com até 100 pessoas serão permitidas com o uso de máscaras e distanciamento social em eventos culturais, de entretenimento, esportes e políticos. Os serviços de metrô também poderão ser retomados “de maneira gradativa” nas principais cidades.

O novo coronavírus atingiu fortemente megacidades como Mumbai e Nova Délhi, mas agora se espalha por cidades menores e áreas rurais. Em junho, o governo indiano autorizou que uma vacina desenvolvida por uma empresa e um instituto de virologia começassem a ser testados em humanos. 

As novas diretrizes do governo preveem que escolas e faculdades permaneçam fechadas, mas os alunos podem encontrar os professores voluntariamente nas instituições de ensino, caso necessário.

O governo tem resistido a uma ampla campanha dos estudantes para adiar as provas para o ingresso nas faculdades de medicina e engenharia, que serão realizadas por cerca de 2 milhões de estudantes no próximo mês. Os alunos temem se infectar durante as avaliações em todo o país. Autoridades dizem que medidas especiais estão sendo tomadas para a realização das provas.

O governo também disse que os Estados não podem impor medidas de isolamento social fora das “zonas de contenção”. / AFP

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