Índia acende estado de alerta após 2 dias de bombas e 46 mortes

As cidades mais importantes da Índiaforam postas em estado de alerta máximo neste domingo, comtemores de mais ataques depois de pelo menos 46 pessoas teremmorrido em dois dias de explosões que atingiram uma cidade dooeste do país e outra no sul. Pelo menos 16 bombas explodiram no sábado na cidade deAhmedabad, no Estado de Gujarat, matando pelo menos 45 pessoase ferindo 161, um dia depois de outra sequência de explosões emBangalore ter matado uma mulher. A polícia informou que duas outras bombas não detonadasforam encontradas no domingo na cidade de Surat, um dos maiorescentros mundiais de polimento de diamantes, também em Gujarat. Um grupo pouco conhecido chamado "Mujahedines Indianos"reivindicou os ataques em Ahmedabad no sábado. O mesmo grupoafirmou ter realizado as explosões de bombas que deixaram 63mortos na cidade de Jaipur, no oeste do país, em maio. É incomum que qualquer grupo reivindique a responsabilidadepor ataques, mas a Índia diz que suspeita que grupos militantesdo Paquistão e Bangladesh estejam por trás da onda de explosõesde bombas nos últimos anos, cujos alvos vão desde mesquitas etemplos hindus até trens. Um representante do Ministério do Interior disse: "O paísinteiro, incluindo as principais cidades metropolitanas daÍndia, foi posto em estado de alerta e instruído a intensificara segurança das instalações vitais." Em Nova Délhi, a polícia usou alto-falantes e distribuiufolhetos em feiras lotadas, pedindo à população que fiquealerta para bagagens abandonadas e objetos suspeitos. Policiaisvigiaram templos hindus em Kolkata, no leste do país. Houve duas séries distintas de explosões em Ahmedabad, aprimeira perto de mercados com grande concentração de pessoas.Uma segunda e rápida sucessão de explosões se deu 20 a 25minutos mais tarde em volta de um hospital, onde, segundo apolícia, pelo menos seis pessoas morreram. Todas as bombasforam detonadas à distância. "Vim para o hospital com meus dois filhos para visitarminha mãe, que estava internada", contou Panjaj Patel, cujofilho Rohan e filha Pratha morreram no hospital em Ahmedabad."Eles estavam rindo quando a explosão aconteceu. Agora estãomortos." Dois médicos morreram no hospital numa explosão em que pelomenos uma bomba estava amarrada a um cilindro de gás. Atelevisão mostrou motos e bicicletas do lado de fora, além devítimas ensanguentadas se contorcendo de dor no chão dohospital. As outras bombas explodiram na cidade velha de Ahmedabad,dominada pela comunidade muçulmana. Muitas das bombas foramocultas em marmitas e recheadas de rolamentos de esfera.Algumas foram deixadas sobre bicicletas. A polícia encontrou duas bombas não detonadas em Ahmedabadno domingo. O governo estadual ordenou o fechamentos de todasas lojas, cinemas e mercados no domingo e instruiu a populaçãoa não sair de casa. Ahmedabad é a maior cidade do Estado relativamente rico deGujarat, marcado por tensões entre comunidades e palco dedistúrbios violentos em 2002, nos quais acredita-se que pelomenos 2.500 pessoas morreram, em sua maioria muçulmanos mortospor multidões de hindus. Ahmedabad e Bangalore ficam em Estados governados pelopartido nacionalista hindu Bharatiya Janata. O ministro chefe de Gujarat, Narendra Modi, é um dospolíticos mais controversos da Índia e foi acusado de ignoraros distúrbios violentos ocorridos no Estado.

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