Índia acredita que terrotistas queriam matar cinco mil pessoas

Conclusão se baseia, segundo a CNN, em investigações preliminares que mostram munição que carregavam

Agências Internacionais

29 de novembro de 2008 | 21h37

Segundo a CNN, R.R. Patil, ministro-chefe adjunto do estado de Maharashtra, afirmou que os atentados terroristas que mataram pelo menos 195 pessoas na Índia poderiam ter sido piores. De acordo com investigações preliminares, eles acreditam que os terroristas planejavam matar cerca de cinco mil pessoas. "Encontramos bala, granadas e bombas com eles", disse   Veja também: Em luto, Índia vive seu próprio '11 de setembro' Índia jamais cauterizou as feridas de 1947 Terroristas islâmicos de Mumbai não tinham 'remorso' Atentados prejudicam relações entre Índia e Paquistão Reunião de trabalho 'salva' brasileiro de atentados Ligação da Al-Qaeda com ataques na Índia é improvável Assista ao vídeo com cenas dos ataques  Imagens de Mumbai    De acordo com a CNN, autoridades indianas também querem saber se alguns dos terroristas conseguiram escapar ao fim dos ataques.   Apoio norte-americano   O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, prometeu neste sábado, 29, à Índia "pleno apoio" durante a investigação dos atentados terroristas cometidos em Mumbai, nos quais 183 pessoas morreram, entre elas ao menos cinco americanos.   Em breve comparecimento na Casa Branca ao voltar da residência presidencial em Camp David, Maryland, onde passou o Dia de Ação de Graças, Bush qualificou o ataque múltiplo em Mumbai como um "assalto à dignidade humana", e assegurou que os terroristas "não terão a última palavra".   O líder americano, que deu a entrevista ao lado da primeira-dama, Laura Bush, afirmou que a Índia, "a maior democracia do mundo, pode contar com o apoio das pessoas da democracia mais velha do mundo".   "Prometemos o pleno apoio dos EUA enquanto a Índia investiga estes ataques, leva os responsáveis perante a Justiça e preserva seu estilo de vida na democracia", afirmou Bush.   O presidente ressaltou que "os assassinos que atacaram esta semana (a Índia) são brutais e violentos", mas acrescentou que "o terror não terá a última palavra".   "Os líderes da Índia devem saber que nações do mundo todo os apóiam neste ataque à dignidade humana", disse.

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