Índia acusa grupo estudantil islâmico por explosões

Nenhum grupo assumiu até o momento a responsabilidade pelos ataques com dois carros-bombas que mataram pelo menos 46 pessoas em Bombaim, capital financeira da Índia. Os ataques coordenados também feriram mais de 130 pessoas. Inicialmente, as autoridades afirmaram que quatro explosões tinham atingido a cidade. Os incidentes ocorreram no Zaveri Bazaar, um lotado mercado de jóias, e no estacionamento do Portal da Índia, um importante ponto turístico do país. O vice-primeiro-ministro da Índia, Lal Krishna Advani, afirmou que ataques semelhantes foram realizados no passado pelo Movimento Estudantil Islâmico da Índia (SIMI, na sigla em inglês), que age em conjunto com o grupo Lashkar e-Taiba, com sede na Caxemira, no Paquistão. O governo paquistanês, por sua vez, condenou os ataques e acusou a Índia de abrigar radicais muçulmanos que realizam ações em seu próprio território. A maioria dos mortos estava no mercado de jóias e metais, que fica próximo a um templo hindu.A polícia informou que as bombas estavam escondidas em táxis. Os ataques dessa segunda-feira foram os piores desde 1993, quando uma seqüência de explosões matou pelo menos 260 pessoas.

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