Índia admite ajuda em lance em leilão sobre Gandhi

O governo da Índia afirmou hoje que auxiliou um empresário indiano em seu vitorioso lance de US$ 1,8 milhão pelos óculos e outros objetos pessoais de Mohandas Gandhi. Inicialmente, Nova Délhi qualificou o leilão como uma "grosseira comercialização" do legado do líder pacifista. Uma corte indiana abriu um processo como uma tentativa de evitar o leilão em Nova York. Mas o leilão ocorreu ontem e Toni Bedi, um executivo da companhia indiana UB Group, fez a oferta vitoriosa no leilão, que em quatro minutos passou do lance inicial de US$ 10 mil para o valor final de US$ 1,8 milhão. Os lances foram dados in loco, por telefone e pela internet.A ministra da Cultura, Ambika Soni, anunciou que o governo indiano havia adquirido os itens pessoais de Gandhi. "Nós fomos capazes de consegui-los através de um indiano que estava em contato conosco", revelou a ministra. Não foi informado se a Índia deu dinheiro para a aquisição dos bens, entre eles o óculos, sandálias e um prato no qual Gandhi se alimentou. Bedi disse que doará os itens ao governo indiano, para que sejam expostos em Nova Délhi. Gandhi, geralmente chamado de Mahatma, ou "grande alma", advogou pela desobediência civil para resistir ao domínio britânico na Índia. Ele foi morto em 1948 por um radical hindu.

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