Índia atenua ameaça de ação nuclear

O ministro da Defesa da Índia disse que seu país não será ?impulsivo?, e buscou refrear o receio de guerra nuclear, enquanto líderes indianos e paquistaneses se dirigem a uma reunião de cúpula onde é improvável que venham, sequer, a se encontrar. Como parte de uma ofensiva diplomática, o Paquistão anunciou que enviará emissários aos EUA e a outros países para transmitir a versão paquistanesa acerca do conflito. Esses mensageiros levarão cartas do presidente Pervez Musharraf afirmando que é a Índia que se recusa a negociar.Temores de guerra entre os dois países, que disputam a região da Caxemira há décadas, levaram a ONU a ordenar que seu pessoal deixasse ambas as nações. Os EUA e outros países aconselharam que seus cidadãos também saíssem da região. Nesta semana, os Estados Unidos enviaram o secretário de Defesa Donald H. Rumsfeld à área, para tentar aliviar as tensões.Hoje, o ministro da Defesa da Índia, George Fernandes, numa conferência sobre segurança em Cingapura, garantiu que seu país ?não será impulsivo?, a despeito do que classificou como ?forte pressão popular? por uma ação militar contra o Paquistão, que a Índia responsabiliza por atos terroristas em solo indiano.?Não vemos nenhuma escalada que nos leve ao extremo?, disse Fernandes, que reiterou o compromisso da Índia de evitar ser a primeira nação a usar armas nucleares. ?A Índia jamais usará armas nucleares, exceto como meio de dissuasão?, afirmou.O Paquistão, que tem forças convencionais menores que a Índia, não descartou um primeiro ataque nuclear, mas Musharraf, em entrevista à CNN, disse que ?nenhum indivíduo são? permitiria que a tensão entre os dois países chegassem a tal ponto.

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