Índia classifica ato contra Benazir Bhutto como 'abominável'

Líderes do mundo mostram indignação pelo assassinato da ex-premiê e opositora paquistanesa nesta quinta-feira

MATTHEW TOSTEVIN, REUTERS

27 de dezembro de 2007 | 15h54

Líderes políticos do mundo inteiro manifestaram indignação com o assassinato na quinta-feira da líder da oposição no Paquistão, Benazir Bhutto, e afirmaram temer pelo futuro do país, que é uma potência nuclear. A Índia, país vizinho e que disputa um dos territórios com o Paquistão, classificou o ato como "abominável". "Perdemos uma líder que lutou pela democracia e reconciliação do seu país", disse o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh.   Veja também: Oposição acusa Musharraf pela morte Paquistaneses protestam nas ruas Bush diz que assassinato foi 'ato covarde'   Índia classifica ato como 'abominável' Para Rússia, morte provocará onda de terror Benazir, uma história de dinastia política Cronologia: A trajetória de Benazir Assista ao vídeo  Blog do Guterman: Guerra civil à vista    As eleições no Paquistão estão previstas para 8 de janeiro. Benazir foi morta quando saía de um comício eleitoral, num atentado a tiros e a bomba. Outras 16 pessoas morreram no ataque. A identidade do agressor não estava clara, mas militantes islâmicos já foram responsabilizados por atentados anteriores contra a vida dela.   O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, disse que o crime monstruoso foi um "ataque à estabilidade" do Paquistão. Os termos foram usados também pelo presidente do braço executivo da União Européia, José Manuel Barroso.   O premiê britânico, Gordon Brown, disse que Benazir arriscou tudo para tentar levar a democracia a seu país, que já foi uma colônia do Reino Unido. "Não se pode permitir que os terroristas matem a democracia no Paquistão", disse ele.   O presidente da França, Nicolas Sarkozy, chamou o crime de hediondo. "A França, assim como a União Européia, defende especialmente a estabilidade e a democracia no Paquistão", escreveu ele numa carta ao presidente paquistanês, Pervez Musharraf.   O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou "chocado" com o assassinato de Bhutto, segundo o assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia. "Estive com o presidente e ele está muito chocado. Evidentemente temos uma preocupação de que a situação no Paquistão não se deteriore. Nós vemos com pesar e ao mesmo tempo com preocupação", disse Garcia.   "É um ato criminoso e é fortemente condenado", disse Mohammad Ali Hosseini, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã. "O que o Paquistão precisa muito agora é de calma e do retorno da estabilidade."   "É difícil enxergar qualquer sinal de esperança, paz e reconciliação nesse país", disse um porta-voz do Vaticano sobre o Paquistão, acrescentando que o papa Bento 16 foi informado do crime. Segundo a BBC, O primeiro-ministro italiano condenou o "fanatismo" que causou a morte de Bhutto. Romano Prodi pediu que "o difícil caminho para a paz" seja buscado no Paquistão.

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