Índia conclui investigação de ataque ao Parlamento

Com a ajuda de conversas gravadas entre militantes islâmicos, autoridades indianas concluíram uma rápida investigação do ataque suicida ao Parlamento do país, atentado que causou 13 mortes. Um professor universitário foi preso em Nova Délhi e três outras pessoas, incluindo uma mulher, foram detidas na Caxemira, informa o Press Trust of India. O professor de árabe A.R. Geelani suspotamente teria oferecido abrigo aos terroristas e feito ligações relacionadas ao atentado para o Paquistão, informa a agência de notícias. Autoridades indianas dizem Ter "evidências dignas de crédito" - incluindo fitas de grampos telefônicos - ligando militantes baseados no Paquistão ao atentado da última quinta-feira. "Houve um grande avanço", disse o porta-voz da polícia de Délhi, Ravi Pawar, à Associated Press. Detalhes serão fornecidos ainda hoje, numa entrevista coletiva.O governo indiano havia responsabilizado o grupo militante baseado no Paquistão Lashkar-e-Tayyaba pelo assalto armado ao Parlamento, mas a mídia local informa, hoje, que um outro grupo, o Jaish-e-Mohammed, está sendo responsabilizado ao cabo das investigações. Mas não está descartado que as duas guerrilhas, que lutam pela incorporação da província indiana da Caxemira ao Paquistão, tenham atuado em conjunto.Nova Délhi já pediu ao Paquistão que pare com o treinamento, detenha as lideranças separatistas e congele os recursos dos grupos separatistas. Nenhum deles assumiu a autoria do ataque de quinta-feira.Além de Geelani, também foram presos dois homens escondidos num caminhão de frutas que rumava para a Caxemira. O caminhão ao utilizado no atentado. Eles carregavam um computador "laptop" com recursos sofisticados de comunicação e grande quantidade de dinheiro, dizem as autoridades. Dois outros comerciantes de maçãs da Caxemira, identificados apenas como Shaukat e Afzal, foram presos e levados para interrogatório em Nova Délhi. A mulher de Shaukat também foi detida.O ataque gerou clamor na opinião pública indiana contra a suposta "fraqueza" da resposta do governo ao terrorismo. Muitos prefeririam que as Forças Armadas esmagassem os campos de treinamento, em incursões no território paquistanês, assim como Israel entra nos territórios palestinos. Nova Délhi acusa o Paquistão de dar refúgio ao terrorismo na região e de armar, treinar e financiar guerrilhas islâmicas separatistas. Já as autoridades paquistanesas dizem que o único apoio que as guerrilhas recebem no país é "ideológico".

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