Índia considera guerra contra Paquistão

O primeiro-ministro da Índia disse hoje que seu governo não descarta lançar uma guerra contra o Paquistão como resposta ao ataque ao seu Parlamento na semana passada, que ele acusa ter sido promovido por militantes baseados no país vizinho. Mas ele ressaltou que tentará resolver a questão através da diplomacia. "A questão não é se deve haver uma guerra ou não", afirmou Atal Bihari Vajpayee no Parlamento. "A questão a ser debatida é em que circunstâncias poderia haver uma guerra".Vajpayee disse que o governo paquistanês sabe que existem forças dentro do Paquistão que tomam parte no terrorismo. Ele repetiu a exigência da Índia de que seu vizinho desmantele tais forças. "Estamos tentando tratar isso diplomaticamente, mas outras opções também estão abertas", afirmou Vajpayee durante o segundo dia de debate sobre o ataque de 13 de dezembro contra o complexo legislativo que deixou 13 mortos, incluindo os atacantes.A Índia afirma que todos os cinco atacantes eram paquistaneses e que o serviço de inteligência do país vizinho patrocinou o ataque. O Paquistão nega a acusação. O ministro do Interior, Lal K. Advani, disse ao Parlamento que o governo estava promovendo consultas junto às Forças Armadas e partidos políticos para determinar uma resposta apropriada ao ataque. "Uma ação bem pensada não significa que não possa ser dura", afirmou Advani. "Não é uma luta entre hindus e muçulmanos. É uma luta entre um mundo civilizado e um povo incivilizado, bárbaro. É a democracia versus terrorismo". "Se persistirem tais ataques, não poderá haver paz entre a Índia e o Paquistão", acrescentou ele, enquanto o Parlamento entrava em recesso até o ano que vem.As Forças Armadas com capacidade nuclear das duas nações estão em alerta. A Índia disse ter lançado tiros de canhões hoje contra posições e fortificações paquistanesas e que houve tiros dos dois lados na região de Jammu-Caxemira. Um porta-voz do Exército disse que os soldados indianos dispararam em represália contra posições paquistanesas, supostamente contra militantes islâmicos que tentavam infiltrar-se.O Paquistão afirma que apóia a causa dos militantes - que querem a separação da Caxemira da Índia - mas negou que lhes dê ajuda. Os tiroteios fronteiriços são comuns na região.

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