Biju Boro / AFP
Biju Boro / AFP

Com 900 milhões de eleitores, Índia inicia as maiores eleições da História

Votação terá sete fases, até 19 de maio, e resultados devem ser anunciados no dia 23 de maio; após cinco anos poder, premiê Narendra Modi busca segundo mandato

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2019 | 04h07
Atualizado 11 de abril de 2019 | 11h00

NOVA DÉLI - Milhões de pessoas começam a se dirigir às urnas nesta quinta-feira, 11, na Índia, para eleições legislativas que se prolongarão durante seis semanas, com cerca de 900 milhões de eleitores convocados. Das 543 zonas existentes, 91 receberão votos neste primeiro dia de votação que terá sete fases, após cinco anos de mandato do nacionalista hindu Narendra Modi.

As primeiras seções eleitorais abriram às 7h (22h30 de quarta-feira em Brasília) em Assam, nordeste do país de 1,3 bilhão de habitantes. As regiões votarão por turnos até 19 de maio e os resultados devem ser anunciados no dia 23 de maio sobre os 543 deputados eleitos para Lok Sabha, a Câmara baixa do Parlamento indiano, que escolherá o próximo Executivo.

"Este é, literalmente, o maior exercício democrático já realizado na História do mundo", disse Milan Vaishnav, especialista do Carnegie Endowment for International Peace de Washington.

Nas eleições de 2014, a vitória foi conquistada pelo Bharatiya Janata Party (BJP, Partido do Povo Indiano), de Modi, que aspira a um segundo mandato. Seus rivais são o Partido do Congresso, formação que dominou a política indiana desde sua independência em 1947, e diversos partidos regionais influentes.

"Convoco a população para que vote hoje, na primeira fase, e que exerçam seu direito com uma participação recorde", afirmou o chefe de governo no Twitter logo após a abertura das seções. "Chamo especialmente os jovens e os que votam pela primeira vez para que participem de forma maciça."

Cenário político

Narendra Modi, de 68 anos, está onipresente na vida dos indianos, com programas de rádio mensais, em cartazes nas ruas ou com uma cobertura incessante na imprensa.

Há pouco tempo ninguém parecia ter condições de deter os nacionalistas hindus. Seu partido vencia quase todas as grandes eleições regionais, votações estratégicas no sistema federal. Mas várias derrotas do BJP em eleições em Estados vitais do norte do país no fim de 2018 renovaram a esperança do Partido do Congresso, liderado por Rahul Gandhi.

Filho, neto e bisneto de premiês indianos, Gandhi encarna a chegada de uma nova geração da célebre dinastia política dos Nehru-Gandhi. O herdeiro de 48 anos, que um dia comparou o poder a "um veneno", tem a missão de rejuvenescer e levar ao poder um partido heteróclito e antigo. / AFP

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