Índia discutirá problemas bilateriais com premiê chinês

A Índia disse que todos os problemas - incluindo uma recente disputa fronteiriça e os desequilíbrios da balança comercial - estarão "sobre a mesa" durante a visita do primeiro-ministro da China, Li Keqiang, ao país, que começa no domingo.

Agência Estado

18 de maio de 2013 | 15h37

Ao mesmo tempo, Nova Deli apreciou a decisão de Li de tornar a Índia sua primeira parada no exterior desde que assumiu o cargo, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores indiano, Syed Akbaruddin,.

Depois de desembarcar pela manhã, no domingo, Li vai manter conversas com o primeiro-ministro Manmohan Singh e, mais tarde, será convidado para um jantar oferecido pelo líder indiano em sua residência, segundo as autoridades.

Tais intercâmbios visam "melhorar a confiança", Akbaruddin acrescentou. Os laços entre os vizinhos foram afetados pela desconfiança mútua que perdura desde a guerra de 1962, no alto do Himalaia.

O secretário da Índia para o Leste Asiático, Gautam Bambawale, disse que "tudo está sobre a mesa" para a discussão, incluindo a disputa por fronteiras e as melhorias para a balança comercial das nações, que está inclinado fortemente em favor de Pequim. "Os dois primeiros-ministros vão falar sobre esses assuntos", disse Bambawale.

No mês passado, a disputa de fronteira entre os dois países levou a um impasse de três semanas depois que a Índia alegou que as tropas chinesas entraram cerca de 20 quilômetros em território indiano, desenterrando velhas questões.

As fronteiras nunca foram formalmente demarcadas, embora os países tenham assinado acordos para manter a paz na região do Himalaia. Pequim disse que as tropas chinesas "nunca transgrediram a linha."

Na segunda-feira, os dois líderes, acompanhados por suas delegações, vão continuar as conversas sobre questões internacionais, regionais e bilaterais. Na frente econômica, Bambawale disse que a Índia vai pressionar por mais acesso comercial à China.

Economia

Em 2012, o comércio bilateral foi de US$ 66,5 bilhões, abaixo dos US$ 74,0 bilhões em 2011 e um revés para os vizinhos que têm o objetivo de alcançar US$ 100,0 bilhões até 2015. A Índia também enfrenta um crescente déficit comercial com a China, que totalizou US$ 29 bilhões em 2012, segundo dados chineses.

Além disso, Nova Deli vai procurar garantias de que um plano chinês para construir mais três barragens hidrelétricas no rio Brahmaputra - conhecido na China como o Yarlung Tsangpo - não afete o fluxo de água à jusante da Índia.

Depois de Nova Deli, Li viaja terça-feira para a centro financeiro indiano de Mumbai e, em seguida, para o Paquistão, Suíça e Alemanha. As informações são da Dow Jones.

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