Índia diz não haver lugar para potências estrangeiras na Líbia

A coalizão internacional liderada pelos EUA não tem direito de interferir nos assuntos da Líbia, disse a Índia nesta terça-feira, intensificando sua condenação aos ataques militares sobre as forças de Muammar Gaddafi para aplicar uma zona de exclusão aérea.

REUTERS

22 de março de 2011 | 11h09

A Índia, que se absteve de votar a autorização de ação militar no Conselho de Segurança da ONU, se juntou a seus parceiros dos BRICs, China e Rússia, na condenação dos ataques aéreos conduzidos por Estados Unidos, Grã-Bretanha e França, que enfraqueceram gravemente as defesas aéreas líbias.

"O que acontece em um país, com seus assuntos internos, nenhuma potência estrangeira deveria interferir", disse Pranab Mukherjee, ministro da Fazenda indiano e líder da câmara baixa do Parlamento, aos congressistas nesta terça-feira.

China e Rússia também se abstiveram de votar a resolução.

"Ninguém, nem um punhado de países, pode tomar a decisão de mudar um regime em particular", afirmou Mukherjee. "Se um regime irá mudar ou não dependerá do povo deste país em particular, não de forças externas."

O ministro das Relações Exteriores indiano S.M. Krishna pediu que "cesse o conflito armado" na segunda-feira, um dia depois de seu ministério divulgar um comunicado expressando "lamentar" os ataques aéreos. A terceira maior economia da Ásia, que segue uma política externa de não-alinhamento, assumiu como membro não-permanente no Conselho de Segurança em janeiro.

Nesta terça-feira a mídia local criticou Nova Déli por parecer "confusa e ingênua" em sua rejeição à ação militar após se abster do voto.

(Reportagem de Henry Foy)

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