Índia diz que não há chances de encontrar mais sobreviventes em escombros de viaduto

Estrutura de aproximadamente 100 metros desabou na quinta-feira, deixando ao menos 23 mortos e mais de 80 feridos; polícia prendeu diretores da empresa responsável pela construção

O Estado de S. Paulo

01 Abril 2016 | 09h45

CALCUTÁ, ÍNDIA - Usando serras, pequenos guindastes e as próprias mãos, as equipes de resgate da Índia removeram nesta sexta-feira, 1º, boa parte do concreto que se desintegrou e do aço retorcido do viaduto que desabou em uma área cheia de pessoas em Calcutá na quinta-feira, matando pelo menos 23 pessoas e ferindo mais de 80.

 

Com mais da metade dos destroços removida, 67 pessoas foram retiradas com vida do escombros, informou a polícia. Ao meio-dia (4 horas em Brasília), os socorristas disseram que havia pouca esperança de encontrar mais sobreviventes.

"A operação de resgate estão em sua última fase. Não há nenhuma possibilidade de encontrar qualquer pessoa viva", disse S. S. Guleria, inspetor-geral adjunto da Força Nacional de Resposta a Desastres da Índia. Guleria disse que os trabalhadores estavam concentrados na recuperação de corpos e remoção dos escombros. As autoridades ainda não estimaram quantas pessoas podem estar presas nos escombros.

Ainda na quinta-feira, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, que estava em Washington na hora do incidente, telefonou para o ministro-chefe do Estado de Bengala Ocidental, a mais alta autoridade eleita da região, para expressar seu pesar pela tragédia e oferecer apoio do governo federal.

Modi disse estar "chocado e entristecido", segundo uma mensagem publicada em sua conta no Twitter. "Meus pensamentos estão com os parentes daqueles que perderam suas vidas em Calcutá. Que os feridos se recuperem o mais rápido possível."

Prisões. A polícia de Calcutá prendeu nesta sexta-feira vários diretores da empresa encarregada da construção de um viaduto. "Prendemos alguns responsáveis da construtora e estamos entrando com ações contra eles", afirmou o inspetor da polícia de Calcutá, Rajeev Kumar, durante uma visita ao local do acidente.

Os investigadores da delegacia de Posta, responsável pela região onde ocorreu o desabamento, apresentaram uma denúncia por "homicídio e tentativa de homicídio" contra a empresa. Além disso, eles acusam a companhia de "crime resultante em danos", disse o chefe do quartel-general da Polícia de Calcutá, Nurul Absar.

Um porta-voz do quartel-general disse que há em "pleno desenvolvimento" uma investigação para esclarecer os detalhes do ocorrido e confirmou o registro da denúncia. De acordo com o porta-voz, todos os escritórios da construtora estão sendo vasculhados. Ele se disse convencido de que os resultados das investigações serão conhecidos "muito em breve". / AP e EFE

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