Índia e Paquistão criam mecanismo conjunto contra terrorismo

Inimigos históricos, a Índia e o Paquistão chegaram a um consenso em relação ao combate ao terrorismo e à prevenção de conflitos nucleares, anunciou nesta quarta-feira o secretário de Assuntos Exteriores paquistanês, Riad Mohammed Khan. O secretário ressaltou, em entrevista coletiva em Nova Délhi, que é necessária uma "ação local e cooperação Global" contra o terrorismo. A coletiva em Nova Délhi aconteceu dois dias depois que Mohammed Khan se reuniu com o secretário de Assuntos Exteriores indiano, Shivshankar Menon, com quem não mantinha diálogo bilateral desde os atentados ocorridos em Mumbai, em julho. Segundo autoridades indianas, a ação, que deixou centenas de mortos, teria sido planejada com apoio de militantes islâmicos paquistaneses. Embora tenha se mostrado "contente" pelo reatamento das conversas, Mohammed Khan afirmou que, após os ataques de Mumbai, que causaram quase 200 mortos, o Paquistão se sentiu incomodado porque a Índia o acusou "imediatamente" de ter participado dos ataques. A medida antiterrorista acordada foi um passo importante para o restabelecimento da paz entre os dois países, cujas relações ficaram fragilizadas após o atentado em Mumbai. O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Riaz Mohammed Khan, disse, nesta quarta-feira, que oficiais indianos não deram evidências de relações com o episódio ocorrido em Mumbai. Além das bombas em Mumbai, em outubro de 2005 explosões em Nova Délhi deixaram 62 mortos, e um atentado em Vanarasi matou outras 20 pessoas. Os indianos culparam o Paquistão pelos dois ataques.

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