Índia e Paquistão interrompem agressões na Caxemira; conflito deixou 17 civis mortos

Os confrontos entre Índia e Paquistão cessaram nesta sexta-feira após dias de trocas de salvas de artilharia e de tiros pela disputada região himalaia fronteiriça da Caxemira, nos episódios mais tensos entre os rivais, que possuem armas nucleares, em mais de uma década. O conflito deixou 17 civis mortos.

FAYAZ BUKHARI, REUTERS

10 de outubro de 2014 | 09h27

Apesar do crescimento das tensões, o Paquistão disse que a guerra com a Índia não é uma opção e que ambos os lados têm de trabalhar para tentar encerrar o conflito.

Desde sua divisão há 67 anos, os dois países lutaram um contra o outro em três guerras, duas delas pela Caxemira. Não há uma guerra aberta desde que ambos testaram armas nucleares em 1998.

Nove civis paquistaneses e oito indianos foram mortos após membros das forças de segurança de ambos os lados começarem a atirar uns contra os outros ao longo da faixa de fronteira de 200 quilômetros, em uma região da Caxemira, cuja população é majoritariamente muçulmana.

Uma calma relativa voltou à região nesta sexta-feira, após uma dura retórica dos dois lados, com o governo indiano alertando o Paquistão que pagaria um “preço exorbitante” se o embate continuasse. O governo paquistanês disse ser capaz de responder “de acordo”.

“Esteve calmo ao longo da fronteira de Jammu durante a noite, não houve tiros em nenhum setor”, disse Uttam Chand, um policial indiano, referindo-se à região sul da Caxemira, predominantemente hindu.

Em uma reviravolta simbólica, o Prêmio Nobel da Paz deste ano foi concedido nesta sexta-feira a um indiano e a uma paquistanesa - o indiano defensor de direitos humanos Kailash Satyarth e a ativista adolescente Malala Yousafzai.

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