Índia e Paquistão mantêm os combates de fronteira

- Soldados paquistaneses e indianos intensificaram a troca de tiros de armas leves ao longo da fronteira, enquanto a Índia não dava nenhuma importância às medidas de combate aos extremistas islâmicos prometidas pelo Paquistão. "A situação é extremamente delicada", comentou um porta-voz do Exército paquistanês ao fim de uma reunião entre o presidente Pervez Musharraf e altos comandantes militares paquistaneses. Segundo o porta-voz, os comandantes fizeram um balanço das medidas excepcionais de segurança adotadas para defender o país. Durante seu encontro no dia anterior com o primeiro-ministro britânico, Musharraf, numa atitude inédita, declarou-se contrário a "todas as formas de terrorismo" e prometeu anunciar medidas concretas contra o terrorismo nos próximos dias. Ele deu também a entender que estuda a lista de 20 separatistas da Caxemira indiana baseados em território paquistanês e cuja extradição é exigida pelas autoridades indianas. Desde o ataque do dia 13 de dezembro ao Parlamento indiano (que deixou 14 mortose 17 feridos), as autoridades paquistanesas dizem ter detido pelo menos 300 extremistas, integrantes dos grupos Jaish-i-Mohammad e Lashkar-i-Toiba, que a Índia acusa de terem organizado o atentado suicida, com apoio do serviço secreto paquistanês. "Não vemos nenhuma mudança na posição do Paquistão, que segue ambígua", reagiu o porta-voz da chancelaria indiana, Nirupama Rao. "O que esperamos do Paquistão são passos concretos." Segundo analistas militares, a Índia não atacará antes de conhecer o pacote antiterrorista que será anunciado brevemente por Musharraf.

Agencia Estado,

08 Janeiro 2002 | 19h17

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