Índia e Paquistão renovam acordo sobre instalações nucleares

Num dia em que oito pessoas morreram em confrontos entre separatistas muçulmanos e forças da ordem da Caxemira, o Paquistão e a Índia, em uma rara medida de confiança, renovaram hoje o acordo de não atacar as instalações nucleares um do outro e trocaram informações sobre essas instalações, em cumprimento a uma prática anual estabelecida há mais de uma década.O acordo de proibição de ataque a instalações nucleares foi firmado entre a Índia e o Paquistão em 1988 e entrou em vigor em 1992.A troca de informações, que inclui a localização exata das instalações nucleares, é o mais recente sinal de uma diminuição de tensões entre os dois países vizinhos e rivais, que já travaram três guerras e estiveram à beira em um novo conflito no ano passado.A última troca de informações ocorreu durante a maior concentração militar na fronteira entre os dois países em 15 anos. A crise foi provocada pelo atentado de dezembro de 2001 contra o Parlamento indiano, que deixou 13 mortos. O governo de Nova Délhi responsabilizou pelo atentado os grupos separatistas islâmicos, com base no Paquistão, que lutam pela independência da disputada região da Caxemira. O Paquistão negou a acusação.A Índia acusa o Paquistão de armar os grupos separatistas e de permitir que eles cruzem a fronteira, através da Caxemira paquistanesa até a Caxemira indiana, para cometer atentados e insuflar a insurgência.Hoje alguns militantes muçulmanos mataram um membro das forças de segurança em um ataque, reivindicado pelo grupo fundamentalista islâmico Jaish e-Mohammed - o mesmo responsabilizado por Nova Délhi pelo sangrento atentado de dezembro de 2001. As forças de segurança, por sua vez, mataram dois membros desse grupo na cidade de Shopian, no sul da Caxemira. A polícia informou ainda que, não muito longe de Shopian, supostos militantes do grupo separatista mataram um jovem muçulmana. E dois militantes, um soldado indiano e um civil muçulmano também morreram durante a noite, em incidentes armados na Caxemira.

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