Índia e Paquistão retomam negociações de paz

Potências nucleares que disputam a Caxemira decidem retomar diálogo para diminuir a violência na região

Agências internacionais,

25 de setembro de 2008 | 08h41

O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, e o presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, anunciaram em Nova York, onde estiveram nesta semana para a Assembléia das Nações Unidas, que os dois países - detentores de armas nucleares - retomarão "dentro de três meses" as conversas de paz. Os dois países têm um longo histórico de disputas pelo território da Caxemira, que levou a conflitos armados pelo menos duas vezes desde que ambos ficaram independentes do Reino Unido, em 1947. Hoje, a Caxemira é dividida em duas partes, uma administrada pela Índia, a outra pelo Paquistão. Zardari, presidente paquistanês e viúvo da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, e Singh reconheceram em um comunicado oficial que o diálogo recente passou por um período de "tensão" e se comprometeram a retomar o processo iniciado em 2005, em resposta ao grande terremoto que atingiu a província da Cachemira naquele ano. Em julho, a embaixada indiana no Afeganistão foi palco de um atentado que matou 43 pessoas e o governo de Nova Délhi suspeita que o ataque foi promovido com o apoio dos serviço de espionagem do Paquistão. A disputa entre os dois países já dura mais de meio século e levou a duas guerras pela Caxemira desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Um terremoto assolou a região, deixando mais de 73 mil vítimas, motivando a retomada das negociações. O vale, encravado na cordilheira do Himalaia, é dividido atualmente entre Índia, Paquistão e China, três potências nucleares.  Segundo a BBC, a Caxemira tinha uma população majoritariamente muçulmana, mas um governante hindu, que acabou se unindo à Índia em troca de ajuda militar. Poucos meses depois da independência do domínio britânico, a Índia e o Paquistão já estavam em guerra no território.

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