Índia e Paquistão tentam negociar e trocam acusações

Os líderes da Índia e do Paquistão sentaram à mesa de negociações nesta terça-feira, mas novamente acabaram trocando acusações em acalorados discursos sobre os 55 anos de conflito na região da Caxemira, enquanto seus soldados enfrentavam-se na fronteira da região em disputa. Rússia e China pressionaram a Índia e o Paquistão para conversarem e evitar que o conflito na Caxemira amplie-se para uma guerra entre as duas nações com elevado arsenal nuclear.No entanto, diante do tom das declarações dos líderes durante as duas horas e meia do encontro de segurança, a hipótese de diálogo pareceu remota. "Não queremos a guerra. Se a guerra nos for imposta, nos defenderemos com a mais elevada resolução", disse o presidente paquistanês, Pervez Musharraf. O primeiro-ministro da Índia, Atal Bihari Vajpayee acusou o Paquistão de tentar fazer ameaças nucleares e rejeitou as declarações de seu vizinho de que não permitirá o uso de seu território pelo terrorismo. Segundo o líder indiano, a violência e a infiltração de militantes islâmicos não diminuiu desde que Musharraf assim prometeu pela primeira vez. Na fronteira da Caxemira houve novo enfrentamento entre soldados da Índia e Paquistão, com uso de artilharia, esta terça-feira. Ontem, oito civis morreram nos confrontos.

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