Índia e Paquistão trocam disparos na fronteira

Tropas da Índia e do Paquistão trocaram disparos por algum tempo na fronteira entre os dois países no domingo, disseram autoridades de segurança, um dia depois de um soldado indiano ter sido morto por tropas paquistanesas enquanto patrulhava uma das fronteiras mais fortemente vigiadas do mundo.

REUTERS

15 de maio de 2011 | 10h55

Os dois lados trocaram disparos de armas pequenas por 30 minutos na manhã do domingo em um posto de fronteira a 30 quilômetros de Jammu, a capital de inverno da região disputada da Caxemira, no norte da Índia.

"Soldados paquistaneses abriram disparos sem provocação contra nosso posto de Umra Wali", disse um porta-voz da Força de Segurança da Fronteira Indiana, uma força paramilitar. "Respondemos aos disparos deles."

Um funcionário da segurança de fronteira do Paquistão confirmou o choque, mas negou que a teria iniciado. Ele disse que três soldados paramilitares paquistaneses estavam feridos.

Um soldado indiano morreu no hospital na noite de sábado de ferimentos a bala sofridos depois de soldados paquistaneses terem aberto fogo durante uma patrulha rotineira na mesma área, disse o lado indiano.

Foi o primeiro soldado indiano morto por tropas do Paquistão em um ano.

Os dois países rivais, ambos dotados de armas nucleares, acordaram um cessar-fogo na Caxemira em 2003, e, embora a trégua venha sendo mantida em grande medida, pequenas trocas de disparos ocorrem quase todos os meses.

Os dois países já travaram três guerras desde 1947, mas vêm tomando iniciativas hesitantes para reativar um processo de paz moroso que foi suspenso pela Índia após ataque de militantes à cidade de Mumbai, em 2008.

A Índia afirma que militantes apoiados pelo Paquistão foram responsáveis pelos ataques contra Mumbai.

A Índia acusa o país vizinho de financiar ataques militantes na Caxemira, reivindicados plenamente pelos dois países, e vem buscando aproveitar a morte de Osama bin Laden no Paquistão, este mês, para intensificar as pressões sobre o Paquistão para que este faça mais para combater a militância.

(Por Ashokk Pahalwan e Kamran Haider)

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