Índia enforca último militante vivo do ataque em Mumbai

A Índia executou secretamente o último sobrevivente de um esquadrão militante que matou 166 pessoas num ataque realizado há quatro anos em Mumbai.

SATARU, Reuters

21 de novembro de 2012 | 11h05

O paquistanês Mohammad Ajmal Kasab se tornou um símbolo da ação militante que traumatizou a Índia e gerou temores de ações semelhantes em outras cidades estrangeiras. Fotos do jovem vestindo camiseta preta e segurando um rifle AK-47 enquanto caminhava pela estação ferroviária de Mumbai foram publicadas no mundo todo.

Kasab foi enforcado em meio a grande sigilo, num sinal do caráter politicamente delicado que ainda envolve o massacre de 26 de novembro de 2008.

"Todos os policiais e funcionários que perderam suas vidas na batalha contra os terroristas hoje tiveram justiça", disse o ministro indiano do Interior, Sushil Kumar Shinde, depois que Kasab foi executado numa prisão de Pune, a sudeste de Mumbai.

Um dirigente do grupo militante paquistanês Lashkar-e-Taiba (LeT), acusado pela Índia de organizar o ataque, chamou Kasab de herói, e disse que ele irá inspirar mais atentados. "Morrer como Kasab é o sonho de todo combatente", disse ele à Reuters por telefone, de um local não revelado.

A Índia disse que o corpo foi sepultado na próxima prisão, mas que será entregue ao Paquistão se as autoridades desse país assim solicitarem.

(Reportagem adicional de Annie Banerji, Arup Roychoudhury, Diksha Madhok e Suchitra Mohanty em Nova Délhi, Swati Bhat, Henry Foy e Aradhana Aravindan em Mumbai, Imtiaz Shah em Karachi e Michael Georgy em Islamabad)

Tudo o que sabemos sobre:
INDIAMUMBAIENFORCADO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.