Índia indicia cinco iranianos por ataque a embaixada israelense

Segundo a polícia indiana, a Guarda Revolucionária do Irã é responsável por organizar o atentado que deixou diplomata ferida

NOVA DÉLHI, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2012 | 03h01

A polícia da Índia acusou ontem a Guarda Revolucionária do Irã de organizar um atentado a bomba em fevereiro contra a Embaixada de Israel em Nova Délhi. Na ocasião, uma diplomata israelense ficou gravemente ferida.

Segundo o jornal Times of India, a investigação feita pela polícia indiciou cinco membros da tropa de elite do regime persa. Em março, a Interpol emitira um mandado de prisão contra quatro agentes, mas pela primeira vez a guarda foi formalmente acusada. O governo do Irã já foi notificado pela Índia.

O suspeito de liderar o ataque - e também de planejar atentados contra representações diplomáticas israelenses na Tailândia e na Geórgia - foi identificado como Hushang Afshar Irani.

A investigação concluiu que os suspeitos entraram com vistos de turista na Índia e deixaram o país no dia seguinte ao da explosão. Na semana passada, o jornalista indiano Syed Mohammad Ahmad Kazmi, que prestava serviços para a agência semiestatal Irna, foi preso, suspeito de ligação com o atentado. Ele estava em contato com autoridades iranianas havia dez anos.

Os outros suspeitos foram identificados como Syed Ali Mahdiansadr, dono de uma loja de telefones celulares, Mohammad Reza Abolghasemi, funcionário do governo iraniano, Ali Akbar Norouzishayan, um contador aposentado e Leila Rohani.

Israel acusou o governo do Irã de ter tramado os três atentados. No ano passado, Teerã atribuiu aos israelenses uma política de assassinato seletivo contra seus cientistas. / AFP

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